| Título: | O CORPO COMO UM LOCAL PRIVILEGIADO DO SOFRIMENTO PSÍQUICO: ARTICULAÇÕES ENTRE A PSICOTERAPIA CORPORAL E A PSICANÁLISE SOBRE A AUTOMUTILAÇÃO | ||||||||||||
| Autor(es): |
AMANDA MOURA CHIARETTI |
||||||||||||
| Colaborador(es): |
CARLOS EDUARDO DUARTE ALVES DE BRITO - Orientador |
||||||||||||
| Catalogação: | 15/JAN/2026 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
||||||||||
| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
[pt] Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio. [en] All data contained in the documents are the sole responsibility of the authors. The data used in the descriptions of the documents are in conformity with the systems of the administration of PUC-Rio. |
||||||||||||
| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=74950@1 |
||||||||||||
| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74950 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
|
O presente trabalho tem como objetivo compreender o fenômeno da automutilação integrando as perspectivas da Psicanálise e da Psicoterapia Corporal, abordando seu caráter paradoxal e multifacetado, que se manifesta tanto como autodestruição quanto como autopreservação. A relevância de abordar esse tema sob a ótica dessas específicas abordagens, reside na lacuna existente na clínica tradicional quanto à exploração da comunicação não verbal, o que torna a abordagem corporal fundamental para acessar as
defesas e a subjetividade, convocando o corpo como ferramenta primordial de análise. Para viabilizar este projeto, foi realizada uma pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa, dedicada à análise e articulação conceitual de referenciais da Psicanálise
(Freud, Anzieu e Roussillon) e da Psicoterapia Corporal (Reich, Lowen e Trotta). O estudo demonstra que a automutilação se inscreve como uma defesa radical frente ao sentimento de ameaça de desintegração do eu. No plano da metapsicologia, o ato autolesivo é compreendido como uma manifestação da Compulsão à Repetição (Freud), um ato que representa o sofrimento não simbolizado e da fragilidade na constituição do Eu-Pele (Anzieu). Conclui-se que o objetivo terapêutico central é utilizar a dinâmica transferencial para substituir a repetição do ato pela recordação e elaboração simbólica, permitindo tanto a reintegração da dimensão corporal como um continente psíquico seguro, e a possibilidade desse indivíduo fazer contato com um sofrimento que ainda não tem nome de uma maneira menos ameaçadora.
|
|||||||||||||
|
|||||||||||||