| Título: | AUTOCLIVAGEM NARCÍSICA: MECANISMO DE DEFESA E POSSIBILIDADE DE VIDA | ||||||||||||
| Autor(es): |
SOPHIA AIRÃO SANTA ROSA |
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| Colaborador(es): |
RENATA MACHADO DE MELLO - Orientador |
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| Catalogação: | 14/JAN/2026 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
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| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
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| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=74909@1 |
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| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74909 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
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Esta monografia investiga a autoclivagem narcísica como resposta paradoxal ao traumatismo, articulando suas bases teóricas, expressões clínicas e implicações para o trabalho analítico. Partindo da leitura ferencziana do trauma, destaca-se o papel do
desmentido, da confusão de línguas e da solidão radical na constituição de uma subjetividade fragmentada, que recorre à autoclivagem como gesto de salvamento. No primeiro capítulo, examina-se o traumatismo em sua dimensão relacional e real, enfatizando a ruptura do eu, a autoplastia e a emergência de fragmentos cindidos cujo desligamento entre afetividade e
intelecto produz formas ambivalentes de sofrimento. Estas formas são exploradas no segundo capítulo, que aprofunda a progressão traumática, explorando a maturidade acelerada, a função órfica e a figura do bebê sábio como modos de existência que asseguram acontinuidade da vida à custa de um alto preço afetivo. No terceiro capítulo, discute-se aclínica da clivagem, evidenciando os desafios de uma análise marcada pela literalidade, quebra da capacidade associativa e presença de discursos intelectuais que ocultam um sofrimento irrepresentável. A partir das contribuições de Ferenczi e autores contemporâneos, argumenta-se que o manejo clínico requer elasticidade técnica, disponibilidade sensível e tato como forma de contrastar a frieza originária do trauma. Conclui-se que a autoclivagem narcísica, mais do que patologia, constitui um modo legítimo de subjetivação e sobrevivência, convocando uma clínica que reconheça a fragmentação como possibilidade de vida e ofereça, na relação analítica, a presença afetiva que faltou no momento originário do horror.
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