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TRABALHOS DE FIM DE CURSO @PUC-Rio
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Título: A EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE SANTIDADE NA HISTÓRIA DA IGREJA
Autor(es): DANILO SOARES ROCHA
Colaborador(es): LUIS CORREA LIMA - Orientador
Catalogação: 08/JAN/2026 Língua(s): PORTUGUÊS - BRASIL
Tipo: TEXTO Subtipo: TRABALHO DE FIM DE CURSO
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Referência(s): [pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=74791@1
DOI: https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74791
Resumo:
O conceito de santidade na história da Igreja passou por uma evolução significativa, refletindo mudanças nas práticas litúrgicas, na teologia e nas dinâmicas sociais e culturais. Desde os primeiros tempos da Igreja, onde a santidade estava fortemente vinculada à martirização e ao sofrimento, até o período medieval, a santidade era vista como um modelo de perfeição espiritual acessível principalmente aos clérigos e monásticos. A canonização, nesse período, era uma forma de legitimar os santos, sendo realizada principalmente por decreto papal, com base em testemunhos de vidas exemplares. No entanto, a visão de santidade se expandiu com o tempo, sendo idealizada por São Justino Russolillo, que propunha uma santidade universal e, posteriormente confirmada com o Concílio Vaticano II, que propôs uma compreensão mais inclusiva da santidade, abrangendo todos os fiéis e não apenas os membros do clero ou os monásticos. A reforma litúrgica e o estímulo ao protagonismo dos leigos tornaram a santidade algo mais acessível no cotidiano das pessoas, enfatizando a santidade no trabalho, na vida familiar e no serviço ao próximo. O processo de canonização também passou por alterações importantes no pós-Vaticano II, com a introdução de critérios mais transparentes e a necessidade de provas mais rigorosas para a aceitação de milagres. Esse processo de modernização e democratização da santidade reflete um movimento dentro da Igreja para tornar o conceito mais próximo da realidade de todos os cristãos. Em síntese, a evolução do conceito de santidade na Igreja demonstra a adaptação do cristianismo às novas realidades do mundo contemporâneo, sem perder sua essência espiritual.
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