Título
[pt] COM QUANTOS OLHOS SE PREPARA UMA FUGA?: VOZES-MULHERES E NOSSAS ESCREVIVÊNCIAS NO CAMPO DO DIREITO E RELAÇÕES RACIAIS
Título
[es] CON CUÁNTOS OJOS SE HACE UN ESCAPE?: VOCES-MUJERES Y NUESTRAS ESCRIVIVENCIAS EN EL CAMPO DEL DERECHO Y RELACIONES RACIALES
Autor
[pt] LARISSA DE PAULA COUTO
Vocabulário
[pt] EPISTEMOLOGIA
Vocabulário
[pt] MEMORIA
Vocabulário
[pt] DIREITO E RELACOES RACIAIS
Vocabulário
[pt] ESCREVIVENCIA
Vocabulário
[pt] METODOLOGIA
Vocabulário
[es] EPISTEMOLOGIA
Vocabulário
[es] MEMORIA
Vocabulário
[es] DERECHO Y RELACIONES RACIALES
Vocabulário
[es] ESCREVIVENCIA
Vocabulário
[es] METODOLOGIA
Resumo
[pt] Esse é um texto que busca ser tese e, nesse caminho, se constrói como
diálogo, livro de poéticas e memórias. Articulando a escrevivência cunhada por
Conceição Evaristo como uma metodologia alinhada aos feminismos amefricanos
e, munida com seu universo semântico, busco traçar caminhos de volta que
agreguem sentido ao presente, que recomponham fatos até então pequenos ou
ignorados. Através de revisão bibliográfica e da oralidade que nos aproximou em
vídeos durante a pandemia que atravessou a construção dessa pesquisa, navego por
uma busca em primeira pessoa ilustrada por memórias a irrigar o imaginário de uma
mulher negra que, buscando o lugar de seus afetos na cultura jurídica, encontra a
fuga como herança e reconhece um quilombo no campo do Direito e Relações
Raciais. Desde o trauma de Vô Dunga que fez de meus olhos grandes a fonte de
minha escrevivência, faço desse texto um testamento, no qual busco deixar um
legado que vou herdando no caminho. Um testamento que independe do futuro para
acontecer, uma vez que entretece em si riquezas consolidadas nas trocas e rituais
que acionam sentimento e memória como fontes de conhecimento e reflorestamento
da cultura jurídica. O objetivo maior está em ampliar diálogos para esse campo que
em muito se confunde com a própria linha que divide a zona do ser da zona do não
ser, sendo o meio pelo qual democracia e liberdade coexistem com racismo
patriarcal cisheteronormativo, superencarceramento e genocídio. Nessa toada, essa
escrevivência explora dentro de si os próprios caminhos das águas que fertilizam os
campos, desaguando numa travessia que não finda, mas se desdobra em formas e
terrenos muitos. O primeiro capítulo escava as pistas da escrevivência e seu projeto
político abrindo os diálogos com a semântica dos feminismos em diáspora a partir
da compreensão do quilombo enquanto espaço simbólico de construção de uma
negritude que procura e traça um plano de fuga diante das estruturas que atualizam
a violência colonial. O segundo capítulo agrega ao diálogo a noção de
amefricanidade como categoria político-cultural que vocaliza em pretuguês
memórias reveladoras de hierarquias de raça e gênero imbricadas, bem como dos
legados de liberdade produzidos de modo a acordar a casa grande dos seus sonhos
injustos. No terceiro capítulo, o campo do Direito e Relações Raciais se apresenta
através da escrevivência, enredando escritas e falas que apontam para o que
podemos construir, inventar e transformar a partir de nossa criatividade e
imaginação política, a partir da tomada da escrita e da vida como direito. Neste
percurso de nutrir o solo da cultura jurídica a partir do ímpeto da fuga, o campo do
Direito e Relações Raciais nos informa para além das estruturas todas dissecadas
pela articulação de raça, gênero e classe como lentes de análise. Como resultado da
sua construção em rede, é possível apontar práticas políticas, culturais e
pedagógicas voltadas para a criação de espaços que sejam de liberdade para que a
radicalidade de cada pessoa floresça em vida e direitos.
Resumo
[es] Este es un texto que busca ser una tesis y, en ese camino, se construye como
un diálogo, un libro de poéticas y memorias. Articulando la escrivivencia como
metodología alineada con los feminismos amefricanos y, armada con su universo
semántico, busco trazar caminos retrospectivos que agreguen sentido al presente,
que recompongan hechos antes pequeños o ignorados. A través de una revisión
bibliográfica y de la oralidad que nos reunió en videos durante la pandemia que
atraveso la construcción de esta investigación, navego en una búsqueda en primera
persona ilustrada por recuerdos que irrigan la imaginación de una mujer negra que,
buscando el lugar de su afectos en la cultura jurídica, encuentra fuga como herencia
y reconoce un quilombo en el campo del Derecho y las Relaciones Raciales. Desde
el trauma de Vô Dunga que hizo de mis ojos grandes y mi lengua afilada la fuente
de mi escritura, hago de este texto un testamento, en el que busco dejar un legado
que heredaré en el camino. Un testamento que no depende del futuro a suceder, ya
que entreteje riquezas consolidadas en intercambios y rituales que activan el
sentimiento y la memoria como fuentes de conocimiento y reforestación de la
cultura jurídica. El objetivo principal es ampliar los diálogos en este campo que se
confunde mucho con la propia línea que divide la zona del ser de la zona del no ser,
siendo el medio por el cual la democracia y la libertad conviven con el
encarcelamiento excesivo y genocidio. En este sentido, este escrito explora en sí
mismo los caminos mismos de las aguas que fertilizan los campos, desembocando
en un viaje que no termina, sino que se despliega en muchas formas y terrenos. El
primer capítulo excava las pistas de la escritura y su proyecto político, abriendo
diálogos con la semántica de los feminismos en la diáspora a partir de la
comprensión del quilombo como un espacio simbólico para la construcción de una
negritud que busca y traza un plan de escape frente a las estructuras que actualizan
la violencia colonial. El segundo capítulo añade al diálogo la noción de
amefricanidad como categoría político-cultural que, a través del pretuguês, vocaliza
recuerdos reveladores de jerarquías superpuestas de raza y género, así como los
legados de libertad producidos para despertar la casa grande de tus sueños injustos.
En el tercer capítulo, el campo del Derecho Relaciones Raciales se presenta a través
de la escrivivencia, entrelazando escritos y discursos que señalan lo que podemos
construir, inventar y transformar desde nuestra creatividad e imaginación, desde
tomar la escritura y la vida como un derecho. En este viaje de nutrir el suelo de la
cultura jurídica a través del ímpetu del escape, el campo del Derecho y las
Relaciones Raciales nos informa más allá de las estructuras todas diseccionadas por
la articulación de raza y género como lentes de análisis. Como resultado de su
construcción en red, es posible señalar prácticas políticas, culturales y pedagógicas
encaminadas a crear espacios de libertad para que la radicalidad de cada persona
florezca en vida y derechos.
Orientador(es)
THULA RAFAELA DE OLIVEIRA PIRES
Banca
MARCIA NINA BERNARDES
Banca
BETHANIA DE ALBUQUERQUE ASSY
Banca
THULA RAFAELA DE OLIVEIRA PIRES
Banca
FERNANDA FELISBERTO DA SILVA
Banca
ANA LUIZA PINHEIRO FLAUZINA
Catalogação
2025-03-31
Apresentação
2023-12-12
Tipo
[pt] TEXTO
Formato
application/pdf
Idioma(s)
PORTUGUÊS
Referência [pt]
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=69791@1
Referência [es]
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=69791@4
Referência DOI
https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.69791
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