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Título: SECRETO E REVELADO, TÁCITO E EXPRESSO: O PRECONCEITO CONTRA/ENTRE ALUNOS SURDOS
Instituição: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO - PUC-RIO
Autor(es): GISELLY DOS SANTOS PEREGRINO

Colaborador(es):  MARCELO GUSTAVO ANDRADE DE SOUZA - Orientador
WILMA FAVORITO - Coorientador
Número do Conteúdo: 29489
Catalogação:  24/03/2017 Idioma(s):  PORTUGUÊS - BRASIL

Tipo:  TEXTO Subtipo:  TESE
Natureza:  PUBLICAÇÃO ACADÊMICA
Nota:  Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio.
Referência [pt]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=29489@1
Referência [en]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=29489@2
Referência DOI:  https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.29489

Resumo:
Esta tese de doutorado partiu da hipótese de que juízos engessados acerca da surdez continuam a ser repetidos nos enunciados e a ser sentidos por pessoas surdas, apesar do avanço da discussão sobre as diferenças. A principal questão de pesquisa é como se dá o preconceito contra/entre alunos surdos. Objetivou-se compreender esse fenômeno, conceituando-o, identificando suas expressões nos enunciados de professores, analisando como os estudantes surdos percebem e avaliam esse processo e contribuindo para uma educação contra o preconceito. Examinaram-se diferentes perspectivas sobre o conceito de preconceito – Gordon Allport, Theodor Adorno e Max Horkheimer, Hannah Arendt, Arnold Rose, Agnes Heller, entre outros. Sendo os preconceitos, por vezes, expressos no discurso, a entrevista confirmou-se como procedimento fundamental. Os participantes deste estudo foram: cinco alunos surdos adultos, cinco professores de jovens e adultos surdos e cinco professores atuantes na Educação de Jovens e Adultos (EJA) os quais nunca tiveram surdos como alunos. As entrevistas foram ancoradas na abordagem sócio-histórica e, sendo semiestruturadas, partiram de um roteiro norteador. Concluiu-se que estudantes surdos têm dificuldades para perceber o preconceito por não compartilharem a língua com o sujeito preconceituoso e, ao mesmo tempo, conseguem apreender o fenômeno por meio de formações imaginárias e inferências. Observou-se que perceberam mais preconceito contra si em escolas anteriores nas quais conviviam com alunos que não são surdos. Por outro lado, registraram que, mesmo entre pessoas surdas, há expressões de preconceito, comprovando que não são imunes a ele, mesmo sofrendo com suas manifestações. Apontaram que costumam ou podem reagir ao preconceito com desprezo, com diálogo, por meio de medidas judiciais, responsabilização de Deus ou com violência física. Avaliaram que, mesmo em tempos que supostamente valorizam a inclusão socioeducativa, ainda não há entendimento, diálogo nem troca. Por sua vez, os professores elaboraram concepções de preconceito que não se vinculam diretamente ao preconceito que manifestam. Metade deles assumiu ser abertamente preconceituoso; no entanto, seus discursos, coerentemente com o politicamente correto, traziam o preconceito ora secreto, ora revelado; ora tácito, ora expresso. E, às vezes, tudo isso simultaneamente, em um verdadeiro jogo de esconde-esconde. Concluiu-se que a experiência com estudantes surdos não potencializa o preconceito, mas pode favorecer seu fortalecimento ou sua desconstrução forçosa. A não experiência, por outro lado, tende a propiciar a perpetuação de juízos passados e não reelaborados, bloqueando, assim, (novas) vivências com o alunado surdo.

Descrição Arquivo
CAPA, DEDICATÓRIA, AGRADECIMENTOS, RESUMO, ABSTRACT, SUMÁRIO, LISTAS, EPÍGRAFE  PDF
CAPÍTULO 1  PDF
CAPÍTULO 2  PDF
CAPÍTULO 3  PDF
CAPÍTULO 4  PDF
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, APÊNDICES E ANEXOS  PDF
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