| Título: | PREVISÃO DE PREÇOS E GESTÃO DE RISCO NA COMPRA DE FERROLIGAS: UMA ABORDAGEM DE SÉRIES TEMPORAIS APLICADA À TERNIUM | ||||||||||||
| Autor(es): |
BRUNO CARVALHO MILHAS LUCAS CAMPOS SOUZA |
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| Colaborador(es): |
IGOR TONA PERES - Orientador |
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| Catalogação: | 21/JUL/2026 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
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| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
[pt] Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio. [en] All data contained in the documents are the sole responsibility of the authors. The data used in the descriptions of the documents are in conformity with the systems of the administration of PUC-Rio. |
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| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=76971@1 |
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| Resumo: | |||||||||||||
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As ferroligas são insumos críticos e voláteis na produção de aço. Sob a perspectiva de comprador da Ternium, este trabalho avalia a previsibilidade de curto e médio prazo dos preços de três ferroligas (FeV 78 por cento, FeMn médio carbono e FeTi) e se variáveis exógenas agregam valor preditivo. A partir de um painel semanal harmonizado, comparam-se cinco modelos de
séries temporais (Naïve, ARIMA, SARIMA, ARIMAX e ETS, de suavização exponencial) sob validação walk-forward em três horizontes (1, 3 e 6 meses), utilizando como exógenas a matéria-prima upstream de cada liga e indicadores macroeconômicos (petróleo Brent e índice do dólar). O desempenho é medido por seis métricas (RMSE, MAE, MAPE, sMAPE, MASE e
viés), e as diferenças são aferidas pelo teste de Diebold-Mariano com correções de autocorrelação e de amostra pequena. Os resultados mostram que nenhum modelo supera o previsor ingênuo com significância estatística: conforme a liga e o horizonte, os modelos paramétricos e o de suavização exponencial obtêm MAPE por vezes menor, mas a única significância bruta a favor de um modelo (o ARIMA no FeMn em 3 meses) não resiste à correção de comparações múltiplas, quadro que se mantém de 1 a 6 meses, e adota-se o ingênuo, por parcimônia, como base da previsão e da banda. As variáveis exógenas, mesmo corretamente
defasadas, não agregam valor preditivo consistente. O comportamento é consistente com a hipótese de eficiência de mercado e com o caráter de passeio aleatório dos preços no curto e médio prazo. Conclui-se que, para esses insumos, a decisão de compra se beneficia mais da quantificação da incerteza do que de modelos sofisticados. A contribuição central é uma banda
de incerteza calibrada, em que o multiplicador é o quantil empírico do nível desejado, e não o valor gaussiano de 1,96 que subcobre, apresentada em três níveis (90 por cento, 95 por cento e 99 por cento), e a recomendação de compra baseada em risco dela derivada: não cronometrar o mercado, distribuir as compras no tempo e dimensionar estoque e hedge pelo cenário conservador da banda, diferenciando por liga e horizonte.
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