| Título: | RISCO DE CRÉDITO CORPORATIVO NO BRASIL: UM SCORE EMS ADAPTADO E SUA ADERÊNCIA AOS RATINGS DE AGÊNCIAS | ||||||||||||
| Autor(es): |
BRENO FURLANETTO LIRA EDUARDO CORREIA DUARTE CANCELLA |
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| Colaborador(es): |
RENATO DE VIVEIROS LIMA - Orientador |
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| Catalogação: | 16/JUL/2026 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
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| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
[pt] Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio. [en] All data contained in the documents are the sole responsibility of the authors. The data used in the descriptions of the documents are in conformity with the systems of the administration of PUC-Rio. |
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| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=76917@1 |
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| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.76917 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
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Este trabalho analisa a aderência de um score contábil de risco de crédito aos ratings
nacionais de longo prazo atribuídos pela Fitch a empresas brasileiras não financeiras. O estudo
parte da adaptação do modelo EMS ao contexto brasileiro, com base na formulação proposta por
Minardi, e utiliza quatro variáveis financeiras: Capital de Giro Líquido sobre Ativo Total,
Patrimônio Líquido menos Capital Social sobre Ativo Total, Lucro Operacional sobre Ativo Total
e Valor de Mercado do Patrimônio Líquido sobre Exigível Oneroso. O objetivo é verificar em que
medida essas variáveis, organizadas em um score contábil, são capazes de explicar a classificação
de risco observada no mercado.
A pesquisa adota uma abordagem quantitativa e aplicada. A amostra é composta por 37
empresas brasileiras não financeiras listadas na B3, observadas no período de 2021 a 2025,
totalizando 184 observações. Com base em informações financeiras, contábeis e de mercado,
foram construídas as variáveis do modelo e um Scorecard inicial com pesos iguais. Em seguida,
foram aplicados modelos de regressão OLS e Ordered Logit, além de um procedimento de
otimização de pesos, com o objetivo de avaliar a aderência entre o score contábil proposto e os
ratings observados.
Os resultados indicam que a aderência do modelo aos ratings das agências é limitada, mas
suficiente para identificar padrões relevantes. Entre as variáveis analisadas, o componente
patrimonial apresentou maior poder explicativo nos modelos estatísticos, enquanto a variável de
mercado mostrou maior poder discriminante na versão otimizada do Scorecard. Os achados
também mostram que o score contábil capta principalmente a dimensão econômico-financeira do
risco de crédito, mas não reproduz integralmente a lógica de classificação das agências, que
incorporam também fatores qualitativos e estratégicos.
Como contribuição, o trabalho oferece uma aplicação empírica de um modelo contábil
adaptado ao Brasil e discute sua aderência aos ratings praticados no mercado doméstico. Além
disso, o estudo evidencia os limites e o potencial de modelos quantitativos simplificados na análise
de risco de crédito corporativo em mercados emergentes.
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