| Título: | DIGITALIZAÇÃO E AUTOMAÇÃO NA MODERNIZAÇÃO DO PARQUE INDUSTRIAL BRASILEIRO: EVIDÊNCIAS A PARTIR DE ESTUDO DE CASOS MÚLTIPLOS | ||||||||||||
| Autor(es): |
GABRIELA SCHIPER GELLER GUILHERME SCHIPER GELLER |
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| Colaborador(es): |
RODRIGO GOYANNES GUSMAO CAIADO - Orientador |
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| Catalogação: | 15/JUL/2026 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
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| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
[pt] Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio. [en] All data contained in the documents are the sole responsibility of the authors. The data used in the descriptions of the documents are in conformity with the systems of the administration of PUC-Rio. |
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| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=76877@1 |
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| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.76877 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
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O setor industrial brasileiro enfrenta um desafio estrutural de modernização: a maior parte das
plantas são ambientes brownfield que operam com sistemas legados heterogêneos, nos quais a
digitalização deve avançar sem interromper a produção. Embora a literatura tenha mapeado
extensamente os níveis de maturidade e as barreiras à adoção de tecnologias da Indústria 4.0,
os estudos empíricos sobre como essa transformação ocorre na prática permanecem escassos,
especialmente no contexto brasileiro. Este trabalho investiga como plantas industriais
brasileiras conduzem processos de modernização digital e quais barreiras tecnológicas,
organizacionais e relacionais condicionam suas trajetórias. Adotou-se uma abordagem
qualitativa exploratória que combina revisão de escopo com estudo de casos múltiplos
conduzido em quatro organizações industriais de setores distintos - vidros planos, varejo de
moda com centro de distribuição, papel e celulose e mineração - , complementado pela
perspectiva de uma empresa integradora de sistemas industriais. Os dados foram coletados por
meio de oito entrevistas semiestruturadas e analisados segundo lógica de codificação dedutivoindutiva. Os resultados mostram que a possibilidade de interrupção da operação é o principal
fator estrutural que define o escopo, o ritmo e as escolhas tecnológicas nas trajetórias de
digitalização. Os fatores relacionais também se revelaram centrais: em ambientes de alta
complexidade operacional, a seleção de parceiros prioriza conhecimento operacional
acumulado e gestão do risco de execução sobre critérios de custo. As barreiras operam em níveis
interconectados, e o diferencial entre os casos não foi a ausência de obstáculos, mas a existência
de mecanismos organizacionais - governança, patrocínio executivo e coordenação transversal -
capazes de antecipá-los e gerenciá-los. São formuladas três proposições teóricas sobre o
determinismo operacional das trajetórias, a função de redução de incerteza dos relacionamentos
prévios e as condições nas quais a internalização de capacidades digitais estratégicas representa
uma alternativa à contratação externa.
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