| Título: | A FILOSOFIA MORAL NO ILUMINISMO ESCOCÊS | ||||||||||||
| Autor(es): |
PEDRO DA SILVA M C DA SILVEIRA |
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| Colaborador(es): |
RICARDO EMMANUEL ISMAEL DE CARVALHO - Orientador |
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| Catalogação: | 31/MAR/2026 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
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| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
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| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=75946@1 |
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| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.75946 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
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O Iluminismo escocês foi o período do século 18 na Escócia caracterizado por
uma onda de realizações intelectuais e científicas. Em 1750, os escoceses
estavam entre os cidadãos mais letrados da Europa, com um nível estimado de
75 porcento de alfabetização. A cultura foi orientada para livros e intensas discussões
que aconteciam diariamente nos locais de aglomeração intelectual e salões em
Edimburgo, bem como nas universidades antigas da Escócia, como Glasgow,
Edimburgo e Aberdeen.
Compartilhando a perspectiva humanista e racionalista do Iluminismo europeu
do mesmo período de tempo, os pensadores do Iluminismo escocês afirmavam
a importância fundamental da razão humana combinada com uma rejeição de
qualquer autoridade que não pudesse ser justificada pela razão. Eles
sustentavam uma crença otimista na capacidade da humanidade em efetuar
mudanças para melhor na sociedade e na natureza, guiados apenas pela
razão. Esta última característica deu ao Iluminismo escocês seu sabor
especial, distinguindo-o da sua contraparte europeia continental. Na Escócia, o
Iluminismo foi caracterizado por um profundo empirismo e praticidade onde as
principais ideias eram melhoria, virtude e benefício prático para o indivíduo e a
sociedade como um todo.
Entre os campos que rapidamente avançaram foram filosofia, economia
política, engenharia, arquitetura, medicina, geologia, arqueologia, direito,
agricultura, química e sociologia. Entre os pensadores e cientistas escoceses
da época se destacam Francis Hutcheson[1], David Hume[2], Adam Smith[3],
Dugald Stewart[4], Thomas Reid[5], Adam Ferguson[6], entre muitos outros.
O Iluminismo escocês teve efeitos muito além de si mesmo e na Escócia, não
só por causa da estima com que as conquistas escocesas foram realizadas na
Europa e em outros lugares, mas também porque as suas ideias e atitudes
foram realizadas em todo o mundo Atlântico como parte da diáspora
escocesa, e pelo os alunos Americanos que estudaram na Escócia.
Neste trabalho que se segue, os autores que foram discutidos e que tiveram
ênfase foram Francis Hutcheson, Adam Smith e David Hume, devido não só a
sua importância e relevância para este período, mas também devido a um
encadeamento lógico e cronológico de ideias e influências, no que culminou em
um pensamento onde pode ser identificada a presença da moral como norte
dos debates travados entre estes autores.
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