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TRABALHOS DE FIM DE CURSO @PUC-Rio
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Título: ANÁLISE DA SEGURANÇA PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO POR MEIO DE PESQUISA EMPÍRICA NAS PRAIAS DA CIDADE
Autor(es): JOÃO PEDRO PAIM DE ABREU ROCHA
Colaborador(es): ISIS FERREIRA LIRA - Orientador
Catalogação: 25/MAR/2026 Língua(s): PORTUGUÊS - BRASIL
Tipo: TEXTO Subtipo: TRABALHO DE FIM DE CURSO
Notas: [pt] Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio.
[en] All data contained in the documents are the sole responsibility of the authors. The data used in the descriptions of the documents are in conformity with the systems of the administration of PUC-Rio.
Referência(s): [pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=75798@1
DOI: https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.75798
Resumo:
Este trabalho investiga os determinantes da percepção de segurança pública na cidade do Rio de Janeiro, a partir de uma base de dados primária construída com informações coletadas junto a trabalhadores (barraqueiros) e frequentadores (banhistas) das praias cariocas nos anos de 2023 e 2024. O estudo integra esses dados a microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), realizada pelo IBGE no primeiro trimestre de 2023, a fim de calibrar a amostra e corrigir vieses de representatividade. Para isso, foi estimado um modelo de regressão linear ponderada (WLS), que incorpora pesos amostrais baseados nas distribuições de sexo, idade, raça/cor e distância até a praia, utilizada como proxy de renda domiciliar. Os resultados revelam que o gênero é o principal fator explicativo da percepção de segurança nas praias do Rio de Janeiro, com evidência estatisticamente significativa de que as mulheres tendem a se sentir menos seguras do que os homens. As variáveis de raça/cor e idade apresentaram efeitos heterogêneos e sem significância consistente, enquanto a variável distância até a praia, associada ao nível socioeconômico, não mostrou relação sistemática com a sensação de segurança. O modelo geral apresentou significância global (F igual 9,531; p menor que 0,001) e coeficiente de determinação ajustado de 0,128, indicando que parte relevante da percepção de segurança é explicada por fatores demográficos e sociais. A análise evidencia que o medo e a insegurança não se distribuem de maneira uniforme, mas refletem desigualdades históricas e simbólicas presentes no espaço urbano. Ao articular abordagens quantitativas e teóricas, o estudo contribui para o entendimento da segurança pública como um fenômeno que ultrapassa as fronteiras da criminalidade, envolvendo também dimensões de pertencimento, vigilância e desigualdade urbana.
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