| Título: | DINÂMICA DO PRÊMIO DE RISCO INFLACIONÁRIO NO BRASIL | ||||||||||||
| Autor(es): |
EDUARDO MONTEIRO DE C BERARDO |
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| Colaborador(es): |
MARCIO GOMES PINTO GARCIA - Orientador |
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| Catalogação: | 24/MAR/2026 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
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| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
[pt] Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio. [en] All data contained in the documents are the sole responsibility of the authors. The data used in the descriptions of the documents are in conformity with the systems of the administration of PUC-Rio. |
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| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=75785@1 |
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| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.75785 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
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Este estudo investiga a dinâmica do Prêmio de Risco Inflacionário (IRP) no Brasil entre 2010 e 2025, propondo uma metodologia para decompor a Inflação Implícita (BEIR) e corrigir as ineficiências informacionais presentes nas expectativas de mercado. A análise parte da premissa de que o spread entre a BEIR e as expectativas do Relatório Focus constitui uma proxy contaminada por rigidez informacional, o que distorce a mensuração do prêmio de risco. Aplicando o teste de Coibion e Gorodnichenko (2015), identifiquei rigidez estatisticamente significativa apenas no horizonte de 1 ano do Focus, evidenciando sub-reação sistemática dos analistas a novas informações. Após a correção dessa ineficiência, caracterizamos a estrutura a termo do IRP: o prêmio médio varia de 0,41 por cento (1 ano) a 1,07 por cento (5 anos), com volatilidade crescente conforme o horizonte. A
análise por regime macroeconômico revela que o prêmio é altamente sensível a choques de credibilidade fiscal: durante a Crise Dilma (2015-2016) e a Crise Fiscal de 2024, o IRP de 5 anos atingiu patamares entre 1,27 por cento e 2,00 por cento, mais de três vezes o valor observado em períodos de estabilidade (0,56 por cento). A pandemia de COVID-19, por sua vez,
gerou um padrão assimétrico único, com prêmio negativo no curto prazo e positivo no longo prazo. Os resultados confirmam que o IRP funciona como um barômetro da incerteza macroeconômica, com particular sensibilidade a riscos fiscais - característica especialmente relevante para um país com histórico de dominância fiscal como o Brasil.
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