| Título: | O PETRÓLEO É NOSSO, O VALOR NEM TANTO: A SOBERANIA ENERGÉTICA BRASILEIRA POR MEIO DA VERTICALIZAÇÃO DA INDÚSTRIA PETROQUÍMICA À LUZ DO SUCESSO SAUDITA | ||||||||||||
| Autor(es): |
PEDRO HENRIQUE L DE MATTOS |
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| Colaborador(es): |
CARLOS FREDERICO DE SOUZA COELHO - Orientador |
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| Catalogação: | 24/FEV/2026 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
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| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
[pt] Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio. [en] All data contained in the documents are the sole responsibility of the authors. The data used in the descriptions of the documents are in conformity with the systems of the administration of PUC-Rio. |
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| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=75500@1 |
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| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.75500 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
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O presente trabalho analisa a industrialização insuficiente do setor petroquímico brasileiro e a importância estratégica da verticalização da cadeia produtiva nacional para agregar valor às exportações de petróleo. O estudo contrasta o cenário brasileiro com a Arábia Saudita, utilizanda como referência de desenvolvimento bem-sucedido em integração vertical petroquímica. O Brasil exporta mais de 50 por cento de sua produção de petróleo bruto, mas permanece significativamente dependente de importações de derivados de maior valor agregado, como diesel, nafta e querosene de aviação, refletindo um padrão histórico de inserção internacional primária exportadora. A pesquisa identifica que a capacidade de refino permaneceu praticamente estagnada na última década, com crescimento inferior a 0,4 por cento ao ano entre 2014 e 2023, enquanto a produção extrativa avançou exponencialmente com a exploração do pré-sal. Esse descompasso configura um gargalo estrutural que limita a geração de valor agregado e empregos qualificados e, embora a criação da Petrobras em 1953 tenha representado marco fundamental para soberania energética, transformações institucionais nas décadas de 1990 resultaram em fragmentação do setor, perda de coordenação centralizada e enfraquecimento da capacidade de planejamento estratégico. O caso da Arábia Saudita ilustra como verticalização construída mediante um robusto planejamento estratégico, coordenação estatal e investimentos massivos transformou o país em potência global em derivados e petroquímicos. Conclui-se que a verticalização petroquímica viabilizaria não apenas redução da dependência de importações e fortalecimento da autonomia energética, mas também elevação de receitas de exportação, criação de empregos qualificados e integração em cadeias globais de alto valor agregado.
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