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TRABALHOS DE FIM DE CURSO @PUC-Rio
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Título: ANÁLISE DE ESTRESSE DE LIQUIDEZ EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS NO BRASIL
Autor(es): ANTONIO PEDRO RIBEIRO TURCATEL
RAFAEL CORDEIRO CRUZ C DE ALMEIDA
Colaborador(es): RENATO DE VIVEIROS LIMA - Orientador
Catalogação: 16/JAN/2026 Língua(s): PORTUGUÊS - BRASIL
Tipo: TEXTO Subtipo: TRABALHO DE FIM DE CURSO
Notas: [pt] Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio.
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Referência(s): [pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=75016@1
DOI: https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.75016
Resumo:
Este trabalho analisa os efeitos de estresses de liquidez em três classes de fundos de investimento no Brasil - Fundos de Renda Fixa Crédito Privado (FIRF CP), Fundos Multimercado (FIM) e Fundos de Ações (FIA). A metodologia consistiu na simulação de resgates massivos de 10 por cento, 20 por cento e 30 por cento do patrimônio líquido dos fundos, permitindo avaliar a resiliência de cada carteira diante de choques abruptos de saída de capital. Foram examinadas as alterações na alocação dos ativos e nos principais indicadores de risco e retorno, como volatilidade, desvio-padrão, Sharpe, VaR e índice de liquidez. Os resultados demonstram comportamentos distintos entre as classes. O FIRF CP apresentou maior robustez nos cenários iniciais, mas atingiu limite operacional no estresse de 30%, quando sua liquidez se reduziu quase integralmente. O FIM mostrou sensibilidade crescente à retirada de recursos, com deterioração acentuada da liquidez e aumento relevante da concentração em ativos menos negociáveis. O FIA manteve certa estabilidade de performance, mas apresentou colapso completo da liquidez no cenário de 30 por cento, evidenciando fragilidade operacional em condições extremas. Conclui-se que, apesar de diferenças estruturais, todas as classes enfrentam riscos significativos em ambientes de estresse severo, sendo a liquidez o fator mais crítico para a integridade das carteiras. Os resultados reforçam a importância da gestão ativa de liquidez e destacam a necessidade de mecanismos regulatórios e operacionais capazes de mitigar efeitos sistêmicos em situações de resgates massivos.
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