| Título: | ENTRE O MEDO E A RESISTÊNCIA: EFEITOS PSICOSSOCIAIS DA VIOLÊNCIA POLICIAL SOBRE A JUVENTUDE NEGRA | ||||||||||||
| Autor(es): |
LEONARDO VIANA PEDRAZZI DA S ROCHA |
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| Colaborador(es): |
FERNANDA MENDES LAGES RIBEIRO - Orientador |
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| Catalogação: | 16/JAN/2026 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
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| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
[pt] Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio. [en] All data contained in the documents are the sole responsibility of the authors. The data used in the descriptions of the documents are in conformity with the systems of the administration of PUC-Rio. |
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| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=74989@1 |
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| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74989 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
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O presente Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) teve como objetivo analisar o impacto psicossocial da violência do Estado, operada a partir de suas forças policiais, sobre a juventude negra e periférica no Brasil. Tendo como ponto de partida o
pressuposto de que essa violência não é um fenômeno isolado, mas uma expressão do racismo estrutural e de processos históricos de exclusão, o estudo objetiva compreender como essas práticas afetam a saúde mental desses jovens, tornando-se
um problema ético para a psicologia. O trabalho foi desenvolvido a partir de uma abordagem qualitativa, utilizando a metodologia de revisão narrativa de literatura. Foram realizadas buscas em bases de dados como SciELO e Google Scholar, abrangendo campos como Psicologia e Ciências Sociais, a fim de articular as dinâmicas do racismo, desigualdade socioespacial e violência policial com seus efeitos implicados à saúde mental de jovens negros. O trabalho demonstra como violência policial contra a juventude negra se ergue como uma modernização de sistemas de extermínio que remontam à escravidão. A partir disso, a suposta guerra às drogas é identificada como um dispositivo central da necropolítica, que estabelece o jovem negro como um inimigo ficcional do estado, justificando seu extermínio e a naturalização da violência, que se evidencia nos casos de alta letalidade e suspeição dessa população. Os resultados revelam severos impactos psicossociais, que incluem o desenvolvimento de Transtorno
de Estresse Pós-Traumático (TEPT), ansiedade, medo constante e internalização de sentimentos de inferioridade e baixa autoestima. Dessa forma, conclui-se que o sofrimento mental desses jovens é intrínseco às estruturas históricas e sociais que o
produzem e mantêm, ressaltando a necessidade de um posicionamento ético-político e crítico da Psicologia que não se limite à um olhar individualizado e superficial, mas que atue ativamente na transformação das condições sociais que mantêm essas circunstâncias.
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