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TRABALHOS DE FIM DE CURSO @PUC-Rio
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Título: TERAPIAEMDIA: BANALIZAÇÃO DA PSICOLOGIA EM MÍDIAS DIGITAIS COMO ATUALIZAÇÃO DA MANICOMIALIZAÇÃO
Autor(es): GABRIELA DE SANTA RITA COUTINHO
Colaborador(es): FERNANDA MENDES LAGES RIBEIRO - Orientador
Catalogação: 16/JAN/2026 Língua(s): PORTUGUÊS - BRASIL
Tipo: TEXTO Subtipo: TRABALHO DE FIM DE CURSO
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Referência(s): [pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=74982@1
DOI: https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74982
Resumo:
A presente monografia analisa como as redes sociais digitais influenciam a compreensão pública sobre a saúde mental, a percepção social da Psicologia e os processos contemporâneos de autodiagnóstico. O objetivo central é investigar de que modo os conteúdos disseminados em plataformas como Facebook, TikTok e Instagram contribuem para a medicalização das vivências emocionais, a psiquiatrização do cotidiano e a construção de identidades baseadas em diagnósticos. Adota-se uma abordagem teórico-crítica, fundamentada em autores como Foucault, Deleuze, Caponi, Conrad, Amarante e Han, articulando conceitos de biopolítica, sociedade de controle, bolhas algorítmicas e capitalismo de vigilância. O estudo também examina o papel dos algoritmos na modulação do comportamento, na formação de comunidades diagnósticas e na produção de subjetividades digitais, bem como os impactos da circulação massiva de informações simplificadas sobre saúde mental. Além disso, considera-se a atuação de psicólogos nas plataformas e os riscos éticos envolvidos na autopromoção profissional e no consumo de conteúdos psicológicos como entretenimento. Os resultados indicam que, embora as redes sociais ampliem o acesso à informação, elas também intensificam processos de normatização, ampliam a dependência de classificações diagnósticas e favorecem a difusão de discursos patologizantes. Conclui-se que a interface entre saúde mental e mídias digitais demanda uma análise crítica que considere dimensões sociotécnicas, políticas e éticas, ressaltando a importância de práticas comunicacionais responsáveis e de um cuidado psicológico que resista às lógicas de mercantilização e de controle algorítmico.
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