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TRABALHOS DE FIM DE CURSO @PUC-Rio
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Título: O VALOR NUTRITIVO DA IMAGEM: UM ALIMENTO ILUSÓRIO
Autor(es): LAIS RABETIM MENDES
Colaborador(es): FABRICIO MARTINS PINTO - Orientador
Catalogação: 16/JAN/2026 Língua(s): PORTUGUÊS - BRASIL
Tipo: TEXTO Subtipo: TRABALHO DE FIM DE CURSO
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Referência(s): [pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=74976@1
DOI: https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74976
Resumo:
O presente trabalho propõe investigar o valor nutritivo da imagem na constituição do sujeito, evidenciando que seu valor não se restringe ao início da vida psíquica, mas se atualiza nas diferentes formas pelas quais o sujeito se relaciona com a própria imagem e com o Outro. No primeiro capítulo, ao retomar Freud, evidencia-se como essa fome pulsional articula-se ao narcisismo: o amor pelo Eu é, desde o início, amor por uma imagem, o que permite indagar de que modo uma forma especular ainda tão incipiente adquire tamanha intensidade libidinal e passa a operar como objeto privilegiado da pulsão. O segundo capítulo aprofunda essa dinâmica ao examinar o estádio do espelho, situando o modo como a imagem pode nutrir a partir do júbilo e destacando a função do Outro na nomeação e erotização que conferem consistência a essa forma. Evidencia-se, assim, que a imagem funciona como uma armadura diante do caos orgânico, velando-o, e quando essa armadura vacila, algo escapa à unificação, produzindo angústia e revelando o ponto em que a imagem já não basta. O terceiro capítulo desloca essa discussão para a contemporaneidade, mostrando como a imagem se torna um lugar recorrente de endereçamento da demanda de amor e de manifestação de mal-estar, seja na clínica dos transtornos alimentares onde a demanda do sujeito excede o alimento seja na tentativa de sustentar, na superfície imagética, algum traço de reconhecimento diante do Outro. Assim, ao articular pulsão, amor e imagem, a monografia evidencia que, para além de apaziguar, a imagem nutre o sujeito, assumindo o lugar central da economia libidinal e na relação com o Outro.
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