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TRABALHOS DE FIM DE CURSO @PUC-Rio
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Título: HABITAR O ENTRE: A CLÍNICA PSICANALÍTICA COMO PRODUÇÃO E VIVÊNCIA DA TERCEIRIDADE
Autor(es): LAURA SANTA BÁRBARA E SILVA
Colaborador(es): DANIELA ROMAO BARBUTO DIAS - Orientador
Catalogação: 15/JAN/2026 Língua(s): PORTUGUÊS - BRASIL
Tipo: TEXTO Subtipo: TRABALHO DE FIM DE CURSO
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Referência(s): [pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=74966@1
DOI: https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74966
Resumo:
Este trabalho busca analisar a noção de terceiridade na psicanálise contemporânea enquanto um fenômeno intersubjetivo a partir das contribuições de Winnicott e Ogden. Inicialmente, apresenta-se as características da psicanálise clássica freudiana focada no intrapsíquico, que progressivamente perde a sua centralidade para a importância da alteridade na constituição do sujeito. A partir de autores como Coelho Junior e Figueiredo são apresentadas as matrizes da intersubjetividade para se pensar nas primeiras figuras do terceiro, incluindo as contribuições de Ferenczi e Reik, que impactaram no desenvolvimento de terceiridade para Winnicott e Ogden. O segundo capítulo aprofunda a terceiridade sob a luz Winnicottiana, a partir de noções como os fenômenos e objetos transicionais, o espaço potencial, o brincar e a experiência cultural enquanto processos criados por meio do interjogo existente entre a realidade intrapsíquica e a intersubjetividade. Na sequência é vista a importância da terceiridade de Winnicott na clínica psicanalítica enquanto produtora de vivências e criações a partir da relação entre analista e analisando. No terceiro capítulo, examina-se o conceito de terceiro analítico elaborado por Ogden, compreendido enquanto um campo intersubjetivo que cria, ao mesmo tempo que é criado pelo par analítico e que é sentido e vivido de maneira assimétrica. São explorados conceitos como identificação subjetiva e reveries como sendo fenômenos que emergem do terceiro analítico, evidenciando a dialética entre a subjetividade do analista e do analisando. O capítulo conta com um relato clínico autoral que ilustra uma vivência criada pelo par analítico atravessada pela terceiridade, evidenciando os seus efeitos transformadores no setting. Conclui-se que a terceiridade enquanto um campo intersubjetivo é essencial para que a relação entre analista e analisando seja criada, tornando-se produtora de vivências, sensações e elaborações no setting.
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