| Título: | AS CONTRIBUIÇÕES DE SANDOR FERENCZI PARA O ENTENDIMENTO DO TRAUMA NA PSICANÁLISE | ||||||||||||
| Autor(es): |
GABRIELA ROIAS DE FREITAS |
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| Colaborador(es): |
DANIELA ROMAO BARBUTO DIAS - Orientador |
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| Catalogação: | 15/JAN/2026 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
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| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
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| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=74963@1 |
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| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74963 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
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Esta monografia tem como objetivo analisar as contribuições de Sándor Ferenczi para o entendimento do trauma psíquico, em diálogo crítico com a obra de Freud e com comentadores contemporâneos, destacando as consequências teóricas, técnicas e éticas dessa releitura. Partindo de uma pesquisa teórico-bibliográfica, o Capítulo 1 revisita a elaboração freudiana do trauma, da primeira teoria ligada aos eventos reais e à histeria até a virada da realidade psíquica, da fantasia, da compulsão à repetição e da pulsão de morte, evidenciando como o trauma deixa de ser apenas um acontecimento externo para tornar-se fenômeno estrutural do funcionamento psíquico. O Capítulo 2 apresenta o percurso de Ferenczi, situando brevemente sua trajetória e, em seguida, desenvolvendo seus principais conceitos ligados ao traumatismo: a confusão de línguas entre ternura e paixão, o desmentido como
segundo tempo traumático, a identificação com o agressor, a clivagem narcísica e a hipótese
da criança não acolhida e sua pulsão de morte, enfatizando o deslocamento em direção a um
modelo relacional do trauma, no qual ganham centralidade a falha ambiental e a perda de um
outro confiável. O Capítulo 3 examina as inovações técnicas ferenczianas, como a técnica
ativa, fantasias provocadas e suas contraindicações, princípio de relaxamento, neocatarse e
“análise de crianças com adultos”, mostrando como a compreensão ampliada do trauma
impulsiona transformações na técnica e na posição do analista, em direção a uma clínica
pautada pelo tato, pela elasticidade e pela construção de uma atmosfera de confiança que
funcione como experiência antitraumática. Como conclusão, o trabalho sustenta que Ferenczi
recoloca o trauma no centro da psicanálise ao enfatizar sua dimensão ético-relacional e ao
propor uma prática clínica que, mais do que interpretar, se compromete em não repetir o
desmentido original, oferecendo reconhecimento, testemunho e uma comunidade de destino
ao infantil traumatizado que reaparece no adulto.
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