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TRABALHOS DE FIM DE CURSO @PUC-Rio
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Título: TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE CLASSIFICAÇÃO, FATORES DE RISCO E TRATAMENTOS
Autor(es): LUIZA ARRAES SEIXAS
Colaborador(es): DANIEL CORREA MOGRABI - Orientador
Catalogação: 15/JAN/2026 Língua(s): PORTUGUÊS - BRASIL
Tipo: TEXTO Subtipo: TRABALHO DE FIM DE CURSO
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Referência(s): [pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=74959@1
DOI: https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74959
Resumo:
Os transtornos de personalidade correspondem a condições psiquiátricas complexas caracterizadas por padrões persistentes, inflexíveis e desadaptativos de comportamento, pensamento e emoção, que se desviam das normas culturais e comprometem o funcionamento global do indivíduo. Esses padrões manifestam-se desde a adolescência ou início da vida adulta, afetando cognição, afetividade, controle de impulsos e relações interpessoais. O diagnóstico fundamenta-se nos critérios do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM5), que exigem a presença de traços patológicos persistentes, estáveis e clinicamente significativos, observados em diversos contextos da vida do indivíduo. No que tange à classificação, esses transtornos são agrupados em três grupos conforme características semelhantes. O grupo A engloba os transtornos paranoide, esquizoide e esquizotípico; o grupo B inclui os transtornos antissocial, borderline, histriônico e narcisista; e o grupo C abrange os transtornos evitativo, dependente e obsessivo-compulsivo. Além disso, frequentemente coexistem com outras condições psiquiátricas, como depressão e ansiedade, e estão relacionados a um maior risco de abuso de substâncias. Do ponto de vista etiológico, os transtornos de personalidade apresentam-se multifatoriais, englobando fatores genéticos, ambientais e neurobiológicos. Variantes nos genes MAOA e 5-HTTLPR estão associadas à instabilidade emocional, agressividade e impulsividade, enquanto experiências adversas precoces, como abuso, negligência e vínculos parentais inseguros, contribuem para padrões de apego desadaptativos e instabilidade afetiva. Em relação ao tratamento, intervenções psicológicas como a terapia cognitivocomportamental e a psicoterapia psicodinâmica são recomendadas para amenizar os padrões disfuncionais e melhorar o funcionamento social. O tratamento farmacológico, por sua vez, configura-se como um complemento, visando o controle de sintomas como impulsividade, ansiedade, agressividade ou sintomas psicóticos leves mediante o uso de antidepressivos, estabilizadores de humor, ansiolíticos e antipsicóticos.
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