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TRABALHOS DE FIM DE CURSO @PUC-Rio
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Título: O JOGO PATOLÓGICO NA ERA DIGITAL: DA NEUROBIOLOGIA À INFLUÊNCIA SOCIAL
Autor(es): CAROLINA HELENA TORRES NOVAES
Colaborador(es): RITA DE CASSIA SOARES ALVES - Orientador
Catalogação: 13/JAN/2026 Língua(s): PORTUGUÊS - BRASIL
Tipo: TEXTO Subtipo: TRABALHO DE FIM DE CURSO
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Referência(s): [pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=74898@1
DOI: https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74898
Resumo:
O jogo patológico é um transtorno complexo que resulta da interação entre fatores neurobiológicos, psicológicos e sociotécnicos. Este trabalho investigou como impulsividade, tomada de decisão disfuncional e alterações nos sistemas de recompensa e controle inibitório contribuem para a vulnerabilidade ao comportamento de aposta, destacando o papel da via dopaminérgica mesocorticolímbica e de regiões pré-frontais envolvidas na avaliação de risco. Distorções cognitivas, como ilusão de controle, superestimação da probabilidade de ganho e o fenômeno do chasing losses, favorecem escolhas arriscadas e a persistência no jogo mesmo diante de prejuízos. Além disso, o ambiente digital contemporâneo, marcado por reforço intermitente, disponibilidade contínua e forte atuação de influenciadores e estratégias de marketing, intensifica a exposição ao risco e normaliza a prática das apostas, especialmente entre jovens. Em conjunto, esses elementos mostram que o jogo patológico não se reduz a falhas individuais, mas emerge de um ecossistema que amplia vulnerabilidades e dificulta a interrupção do comportamento, configurando-se como um fenômeno biopsicossocial e digital com impacto crescente na saúde pública. O trabalho integra perspectivas neurobiológicas, psicológicas e socioculturais, evidenciando o caráter multifatorial do jogo patológico e reforçando a necessidade de políticas públicas e estratégias preventivas que considerem o funcionamento cerebral dentro da dinâmica social e digital que permeia o comportamento contemporâneo. Por fim, discute-se a fronteira entre as apostas esportivas e os perfis e padrões de comportamento de risco, ampliando o entendimento sobre sua progressão e gravidade.
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