| Título: | O EFEITO RESTAURADOR DO SURF: A IMPORTÂNCIA DO CONTATO COM A NATUREZA NA PRÁTICA DE ESPORTES AO AR LIVRE | ||||||||||||
| Autor(es): |
ISABELLA CANÊJO GOES |
||||||||||||
| Colaborador(es): |
RAPHAEL SACCHI ZAREMBA - Orientador |
||||||||||||
| Catalogação: | 13/JAN/2026 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
||||||||||
| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
[pt] Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio. [en] All data contained in the documents are the sole responsibility of the authors. The data used in the descriptions of the documents are in conformity with the systems of the administration of PUC-Rio. |
||||||||||||
| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=74893@1 |
||||||||||||
| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74893 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
|
O aumento de quadros de sofrimento psíquico em contextos urbanos tem intensificado o interesse por práticas corporais em ambientes naturais como recurso de cuidado em saúde mental. Entre essas práticas, o surfe se destaca por acontecer em espaços azuis e por articular esforço físico, leitura do mar, exposição a elementos naturais e experiências de convivência. Este estudo teve como objetivo compreender, a partir dos relatos de surfistas, de que maneira o surfe praticado no mar se relaciona com a saúde mental, o bem-estar e a vivência subjetiva do corpo e da natureza. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter
descritivo-exploratório, realizada com 20 surfistas adultos em atividade. Os dados foram produzidos por meio de entrevistas semiestruturadas, realizadas on-line, que abordaram sensações corporais e emocionais após a prática, relação com o mar e com a natureza, experiências de estresse, ansiedade ou tristeza e significados atribuídos ao surfe no cotidiano. As entrevistas foram submetidas à análise temática, buscando-se identificar padrões de sentido recorrentes e singularidades relevantes. Os resultados foram organizados em seis eixos: (1) regulação emocional, humor e sono, com relatos de diminuição do estresse e melhoria do sono após o surfe; (2) conexão com a natureza e sensação de pertencimento, em que o mar é descrito como segunda casa, porto seguro e lugar de paz; (3) encontro social e suporte na resenha, destacando vínculos, rede de apoio e compartilhamento de experiências; (4) aprendizagem, desafios e transformações pessoais, envolvendo conquistas progressivas, percepção de evolução e mudanças na relação com o próprio corpo; (5) medo, risco e estratégias de enfrentamento, incluindo manejo de quedas,
lesões e situações de maior intensidade das ondas; e (6) sentidos ampliados, nos quais o surfe aparece como estilo de vida, espaço terapêutico e experiência de propósito, espiritualidade e cuidado de si. De modo geral, os achados sugerem que o surfe em
ambientes naturais é vivido pelos participantes como um recurso importante de regulação emocional, descanso mental e produção de bem-estar, sem substituir, porém, processos psicoterapêuticos formais. A pesquisa contribui para o campo da Psicologia do Esporte e da Psicologia Ambiental ao dar centralidade à voz dos surfistas e indicar potencialidades e limites do surfe como prática com efeitos restauradores em saúde mental.
|
|||||||||||||
|
|||||||||||||