| Título: | OS EFEITOS DO TRAUMA NA REGULAÇÃO FISIOLÓGICA DO ESTRESSE: UMA ANÁLISE DA VINCULAÇÃO SEGURA À LUZ DA TEORIA POLIVAGAL | ||||||||||||
| Autor(es): |
MARIA EDUARDA HOERTEL DA FONSECA |
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| Colaborador(es): |
LUCIANA BROOKING TERESA DIAS - Orientador |
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| Catalogação: | 13/JAN/2026 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
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| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
[pt] Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio. [en] All data contained in the documents are the sole responsibility of the authors. The data used in the descriptions of the documents are in conformity with the systems of the administration of PUC-Rio. |
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| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=74885@1 |
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| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74885 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
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As experiências traumáticas desorganizam os sistemas neurofisiológicos, descritos pela Teoria Polivagal, e instauram padrões defensivos que comprometem a autorregulação, os vínculos afetivos e a saúde ao longo da vida. Este estudo investigou como experiências adversas na infância (ACEs) afetam a regulação psiconeuroendócrinoimunológica e a saúde ao longo da
vida, articulando a Teoria Polivagal e a Teoria da Carga Alostática. Realizou-se uma revisão integrativa nas bases MEDLINE PubMed, PsycINFO e SciELO (2020–2025), com descritores sobre trauma de desenvolvimento, apego, estresse, marcadores fisiológicos e doenças crônicas. Foram incluídos estudos com amostras humanas que mensuraram ACEs e avaliaram desfechos fisiológicos ou físicos, como alterações no eixo HPA, inflamação, conectividade neural, epigenética e carga alostática. Os resultados mostraram que adversidades precoces se associam à disfunção do eixo HPA, caracterizada por hiporreatividade ou hipersecreção de cortisol, alterações na conectividade entre amígdala, hipocampo e córtex pré-frontal, elevação de citocinas pró-inflamatórias, envelhecimento epigenético acelerado e maior risco de doenças crônicas. Evidências também indicaram que estilos de apego inseguros aumentam a vulnerabilidade ao estresse e aos sintomas de TEPT complexo, enquanto a autocompaixão exerce papel protetor. A integração dos achados sugere que o trauma de desenvolvimento molda de forma duradoura sistemas de estresse, vínculo e regulação emocional, produzindo desgaste fisiológico cumulativo e maior propensão ao adoecimento. A Teoria Polivagal explica a perda de flexibilidade autonômica e a dificuldade de retorno à homeostase, enquanto a Carga Alostática descreve o custo biológico dessa adaptação contínua ao perigo. Conclui-se que experiências adversas precoces reorganizam a fisiologia da segurança e da emoção, evidenciando a necessidade de intervenções clínicas que restaurem a percepção de segurança e promovam co-regulação. Destacam-se limitações relacionadas à heterogeneidade metodológica e à concentração de estudos em países de alta
renda, recomendando-se pesquisas longitudinais com múltiplos biomarcadores e maior diversidade populacional.
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