| Título: | A MOBILIDADE SOCIAL INTERGERACIONAL NO BRASIL, E SUA RELAÇÃO COM A TAXA DE FECUNDIDADE | ||||||||||||
| Autor(es): |
RODRIGO CONDURU MARCONDES SILVA |
||||||||||||
| Colaborador(es): |
HAMILTON MASSATAKA KAI - Orientador |
||||||||||||
| Catalogação: | 18/DEZ/2025 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
||||||||||
| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
[pt] Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio. [en] All data contained in the documents are the sole responsibility of the authors. The data used in the descriptions of the documents are in conformity with the systems of the administration of PUC-Rio. |
||||||||||||
| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=74645@1 |
||||||||||||
| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74645 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
|
Iniciando a exposição de resultados pela questão da mobilidade no Brasil, observa-se
que a mobilidade total praticamente se manteve constante entre 1996 e 2014, obtendo uma
leve queda de 0,07 porcento. O motivo para a mobilidade total sofrer poucas mudanças foram dois
efeitos observados, uma queda na mobilidade ascendente (-2 porcento) e um aumento de mobilidade
descendente (+1,9 porcento). Demonstrando que neste período, se tornou mais difícil subir para o
topo da hierarquia social e mais fácil cair. Analisando as medidas de mobilidade e os movimentos regionais na hierarquia social, destacam-se alguns pontos. A Região Norte se mostra de difícil análise devido à baixa amostragem. Logo, deve-se focar nas medidas de mobilidade e não em seus movimentos. No ano de 1996, a região apresenta as maiores mobilidades ascendente, descendente e consequentemente a total. Entretanto, em 2014 a região se torna a com menor mobilidade, com a segunda menor mobilidade ascendente e a menor descendente. Desta forma, a elevada mobilidade aparenta ter sido um efeito temporário. Em 1996 o Nordeste foi a região com maior percentual de sua população no estrato social (1) mais baixo e menor no estrato social mais alto (6), para pais e filhos. Além disso,
a probabilidade de um filho de pai do estrato 1 se manter neste, era de 55 porcento, podendo ser um
indício de armadilha da pobreza. Neste contexto, o Nordeste é a região com menor mobilidade total, ascendente e descendente. No ano de 2014, a mobilidade aumenta. A população que possui pai no estrato 1 se reduz em 3 porcento, mas o percentual de filhos localizados
neste estrato se mantem constante. Além disso, a probabilidade de mobilidade para filhos dos
estratos dos estremos da hierarquia social aumentou. Entre as regiões, o Sudeste é a que apresenta o menor percentual de sua população no estrato 1 e possui a maior parte de seus habitantes no estrato 3, em ambos os anos. A região possui em 1996 a segunda maior mobilidade total e ascendente e a terceira em descendente. Entretanto, é observado uma inversão em 2014. Mantendo o segundo lugar em mobilidade total, se torna a primeira em mobilidade descendente e a terceira em ascendente. No ano de 1996, a Região Sul é a que apresenta maior parcela de sua população localizada no estrato 6. Isso ocorre devido a uma elevada mobilidade intergeracional para este estrato. Apesar disso, é a segunda região com maior mobilidade descendente e a segunda menor em ascendente. Em 2014, a região possui a segunda maior mobilidade ascendente e a terceira maior descendente. A Região Centro-Oeste apresenta, tanto em 2014 quanto em 1996, uma grande redução do estrato 1. Entretanto, em 2014 aparenta ocorrer um aumento nas barreiras da mobilidade ascendente para grandes distâncias. Em 1996, a região possui apenas a terceira maior mobilidade ascendente e a segunda menor descente. Entretanto em 2014, apresenta a maior mobilidade ascendente, e também a maior mobilidade total. Quanto a relação entre mobilidade social e taxa de fecundidade, os dados apontam uma correlação negativa, porém fraca. Os dados regionais apontam que quanto maior a mobilidade total, menor é a taxa de fecundidade. Entretanto, a região norte apresentou entre os anos de 1996 e 2014 uma queda da taxa de fecundidade e da mobilidade, o que não seria o esperado. Utilizando os dados estaduais, também é obtido uma relação negativa entre as variáveis. Além disso, é perceptível a presença de estados outliers. A relação entre fecundidade e mobilidade ascendente é menos clara, uma vez que os dados regionais e os estaduais de 1996 apresentam uma relação negativa, mas os dados estaduais de 2014 possuem uma leve correlação positiva. Entretanto, todos os dados de mobilidade descendente apontam para uma relação negativa com a taxa de fecundidade.
|
|||||||||||||
|
|||||||||||||