| Título: | COMO O POTENCIAL ECONÔMICO EXPLICA PODER DENTRO DA FAMÍLIA | ||||||||||||
| Autor(es): |
JOAO PEDRO CURVELLO FISCHER |
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| Colaborador(es): |
CASSIANO BRENO MACHADO ALVES - Orientador |
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| Catalogação: | 10/NOV/2025 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
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| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
[pt] Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio. [en] All data contained in the documents are the sole responsibility of the authors. The data used in the descriptions of the documents are in conformity with the systems of the administration of PUC-Rio. |
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| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=73931@1 |
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| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.73931 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
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Este trabalho analisa de que forma o potencial econômico de cada cônjuge se relaciona
com o poder de decisão dentro da família, em especial no que diz respeito à alocação
de recursos para consumo. A partir da literatura de economia da família e modelos
de barganha, parte-se da hipótese de que indivíduos com maior contribuição econômica
tendem a exercer maior influência nas decisões familiares. Para investigar essa hipótese,
foi utilizada a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE 2017-2018), a partir da
qual foi construída uma base com casais heterossexuais vivendo na mesma unidade de
consumo, com informações individuais sobre renda e consumo.
Como medida de poder, utilizou-se a razão entre consumo feminino e masculino
(CF/CM), enquanto o potencial econômico foi representado pela razão entre renda feminina e masculina (WF/WM). Foram estimados modelos de regressão por MQO com e sem
variáveis de controle (idade, escolaridade e localização), além da aplicação de variáveis
instrumentais que buscavam corrigir possíveis problemas de endogeneidade. Apesar de
os resultados indicarem uma associação positiva entre renda relativa e consumo relativo,
os instrumentos testados — como diferenças de idade, escolaridade e presença de filhos
pequenos — não apresentaram significância estatística robusta.
O trabalho reconhece as limitações da abordagem e sugere avanços metodológicos,
como o uso de instrumentos externos (por exemplo, Bartik), que ainda dependem de
integração com bases complementares. A pesquisa contribui para o debate sobre poder
intrafamiliar sob a ótica econômica e levanta pontos importantes sobre gênero, autonomia
e barganha em contextos familiares.
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