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TRABALHOS DE FIM DE CURSO @PUC-Rio
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Título: CONFISSÃO SACRAMENTAL CATÓLICA E ANÁLISE PSICANALÍTICA, PRINCIPAIS CONSONÂNCIAS E DIFERENÇAS E SEUS RESPECTIVOS LUGARES NO TRATO COM O HUMANO
Autor(es): MARCELO FERREIRA
Colaborador(es): RICARDO TORRI DE ARAUJO - Orientador
Catalogação: 16/SET/2025 Língua(s): PORTUGUÊS - BRASIL
Tipo: TEXTO Subtipo: TRABALHO DE FIM DE CURSO
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Referência(s): [pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=73036@1
DOI: https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.73036
Resumo:
A igreja católica apostólica romana (ICAR) desde seus primórdios interpretou as palavras do seu mestre, Jesus Cristo que diz: Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes serão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos (Jo 20, 23), como uma graça divina a ela confiada que deveria ser colocada a serviço do povo de Deus dando o nome de sacramento da confissão ou penitência. Ao longo dos séculos, aconteceu um processo de estruturação da forma de ministrar esse sacramento. O sacramento da confissão é ministrado ao fiel que, por decisão própria, confessa diante do sacerdote católico todos os pecados que tem consciência de ter cometido. A consciência do que é pecado é alicerçada em alguns conceitos que a igreja estruturou em sua doutrina. A sociedade sofreu uma importante mudança cultural quando Deus começa a ser retirado do centro do mundo e o homem assume esse papel. A psicanálise surge como uma possível resposta da ciência para questões que até então eram tratadas no campo da metafísica. Nesse momento histórico, surge a sensação de que a fé estava se deslocando do cristianismo para a ciência. A psicanálise nascente parece suprir o vácuo deixado pela ausência, cada vez maior, da busca pela confissão sacramental. Freud inicia um processo de estruturação conceitual que afirma ter brotado de sua experiência clínica. Alguns conceitos psicanalíticos parecem ser ecos de conceitos cristãos a ponto de Jung dizer que a psicanalise é um desdobramento lógico da confissão (TORELLÒ, 1967). Entretanto são muitas as diferenças que estabelecem que cada qual tem o seu lugar no trato com o humano. Uma perspectiva não anula a outra, e é possível que um diálogo se estabeleça com o objetivo de ampliar a visão sobre as questões humanas e melhor tratá-las. Apesar das diferenças, identificamos importantes pontos de contato entre alguns conceitos que regem as práticas psicanalíticas e as do confessionário católico. Conceitos como id, superego, concupiscência da carne e Espírito Santo são abordados e ecos entre eles são identificados como possibilidade de diálogo. O divã psicanalítico, na contemporaneidade, sofreu modificações na sua forma de atendimento, assim como a confissão sacramental também apresenta modificações em sua forma de atender o fiel. Embora semelhanças no atendimento ao paciente ou ao fiel se apresentem, seus objetivos são distintos. A confissão sacramental atua no campo da consciência ouvindo o que o fiel tem a dizer sobre suas próprias falhas e pecados. O analista tem como objetivo investigar o inconsciente em busca daquilo que o paciente não quer falar. Os dois vieses podem não alcançar os efeitos esperados quando não respeitam seus limites e não reconhecem as contribuições advindas da outra perspectiva. Um diálogo se faz necessário entre as perspectiva para que se estabeleça uma contribuição mais eficaz na forma de tratar as questões humanas.
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