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TRABALHOS DE FIM DE CURSO @PUC-Rio
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Título: DO CIRCO DOS HORRORES AO YOUTUBE: UMA NOVA POSSIBILIDADE DE NARRAR A SUA DOR
Autor(es): ANNA ISABEL DUTRA LOPES BARBOSA
Colaborador(es): JUNIA DE VILHENA - Orientador
Catalogação: 16/SET/2025 Língua(s): PORTUGUÊS - BRASIL
Tipo: TEXTO Subtipo: TRABALHO DE FIM DE CURSO
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Referência(s): [pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=73009@1
DOI: https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.73009
Resumo:
A presente pesquisa visa compreender como é existir na sociedade contemporânea, regida pela imagem, com uma estética desviante. Isso se faz a partir da análise de quatro canais de Youtubers que apresentam deformidades físicas em virtude de distúrbios ou doenças. O objetivo é investigar de que modo o uso da tecnologia altera as suas vidas de maneira significativamente positiva. Mais especificamente, busca-se discutir as mudanças provocadas pela abertura de um canal no Youtube para falar de suas vidas, que inclui a dificuldade de se viver com uma profunda deformação no corpo e/ou no rosto. Para tal, serão utilizados conceitos como a sociedade do espetáculo de Debord, a influência midiática tradicional e virtual e a criação e manutenção de padrões estéticos fabricados pela sociedade de consumo de Baudrillard. Dentro desta ótica, o corpo é visto como objeto de consumo e o sujeito é colocado como escravo de estética dominante, a saber, jovem, magra e tonificada. De um modo geral, a Internet configura um espaço de sociabilidade e comunicação. Nota-se, no entanto, que muitas vezes o espaço virtual parece ser um lugar mais aberto para lidar com a diferença, como é o caso das Youtubers estudadas nesta pesquisa. De modo surpreendente, é no mundo online que os usuários criam espaços de resistência frente à dolorosa exclusão social em virtude da sua deformação física. O Youtube, portanto, ganha outra dimensão, na medida em que se transforma em espaço de escuta e acolhimento para com a estética desviante, conduzindo essas mulheres a uma forma diversa de se relacionar com o outro e com o mundo. Se são vistas e ouvidas por um outro virtual, que funciona enquanto uma testemunha atenta de seu sofrimento, é possível dar sentido para a sua dor e, finalmente, construir uma outra narrativa que não seja o da exclusão.
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