| Título: | COURAÇAS SOCIAIS E CORPORAIS NA RELAÇÃO OPRESSOR-OPRIMIDO: WILHELM REICH E PAULO FREIRE NUM DIÁLOGO PRÓ EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA | ||||||||||||
| Autor(es): |
NATASHA TREUFFAR ALVES |
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| Colaborador(es): |
RICARDO TORRI DE ARAUJO - Orientador |
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| Catalogação: | 15/SET/2025 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
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| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
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| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=72992@1 |
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| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.72992 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
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Diálogo entre as obras de Wilhelm Reich, psicanalista, biólogo, sociólogo,
filósofo e educador austro-húngaro e Paulo Freire, pedagogo, sociólogo e filósofo
brasileiro, compondo correlações e forças, através da visão política e social
destes grandes pensadores e autores que compartilham a proposta ideológica
de transformação social macro e micropolítica, através da educação libertária.
Embora num primeiro olhar possam parecer absolutamente distintos, a
amplitude de semelhanças e de pontos de vista destes dois pensadores é
imensa. E esta monografia visa trazer a tona estas convergências, através de
um olhar atento e profundo, despido de preconceitos e estigmas. Buscando
explicitar todos os pontos de encontro das produções teóricas e das práxis
destes dois autores.
Objetivo também "reapresentar" Wilhelm Reich a academia, a partir do
seu lado educador, filósofo e sociólogo, visto esses aspectos da obra do autor
ficarem de lado, a deriva, na margem, mesmo nos tempos atuais, onde Reich
segue renegado e incompreendido pela academia, bem como visto com intenso
preconceito, como um louco, um delirante, alguém que a instituição acadêmica
se nega a validar e levar a sério.
Busco portanto, a partir das convergências e similaridades com Paulo
Freire, que a academia respeita e acolhe, buscar neste companheiro de tantas
ideias, problematizações, militância e lutas, ao ressaltar os pontos de vista
convergentes entre esses autores, tanto a nível político, como filosófico e
sociológico, em especial na expressão destas confluências na educação
libertária, trabalhar para desconstrução, ou ao menos para atenuar os
preconceitos constantes endereçados a Reich até o presente momento.
Cem por cento pró vida viva (conceito reichiano que faz rima com o ser
mais, conceito freiriano) esta monografia põe portanto, em diálogo direto, dois
dos maiores contribuintes para que esta de fato, se estabeleça no mundo. Dando
suporte, cada um a seu modo, a liberdade de criação de novas subjetividades
do sujeito, via corpo consciente, macro e micropolíticamente, na incessante luta
contra a opressão que a vigente cultura "necrovital", termo que cunhei,
estabelece através das rígidas couraças socias impostas a vida, a psiquê e ao
corpo do sujeito.
Através de Reich e Freire e o que suas obras nos inspiram, venho fazer
um convite a desenvolvermos como eles o fizeram, uma práxis de combate a
toda forma de opressão gerada sobre os indivíduos, impedindo a liberdade e a
qualidade de vida destes, ao gerar uma sociedade de opressores e oprimidos.
Hierárquica e não dialógica, vertical ao invés de horizontal. Onde reinam as
pestes emocionais e sociais, ao invés da cura, da saúde e do bem estar coletivo.
Que os caros Wilhelm e Paulo nos apontem caminhos e nos inspirem,
através de suas produções teóricas e de suas práxis, neste diálogo inconformista
pró educação libertária. E que a afirmação militante dessa liberdade, seja
ferramenta de articulação de forças ativas que hão de se impor sobre as forças
reativas, compondo devires mutantes na sociedade, nos sujeitos e na qualidade
de suas interações. Diluindo e afrouxando as couraças corporais e socias, de
forma que a saúde psíquica vença todas as pestes emocionais geradas pelos
podres poderes.
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