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TRABALHOS DE FIM DE CURSO @PUC-Rio
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Título: RELAÇÕES AMOROSAS: DESTINO POSSÍVEL AOS RESTOS INSIMBOLIZÁVEIS NO FEMININO
Autor(es): PATRICIA GUEDES AMARAL GODINHO
Colaborador(es): FABRICIO MARTINS PINTO - Orientador
Catalogação: 04/SET/2025 Língua(s): PORTUGUÊS - BRASIL
Tipo: TEXTO Subtipo: TRABALHO DE FIM DE CURSO
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Referência(s): [pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=72780@1
DOI: https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.72780
Resumo:
Com base nas articulações possíveis entre psicanálise e teledramaturgia, este trabalho toma como recurso a minissérie sueca Areia Movediça (2019), utilizada como material de investigação e ilustração das experiências do feminino que escapam à simbolização, a partir da perspectiva da psicanálise lacaniana. Para tanto, inicia-se com uma discussão sobre as origens e desdobramentos da subjetivação feminina, a leitura de Freud, discutindo contradições da teoria freudiana pautada exclusivamente no circuito fálico como estrutura principal para entender a sexualidade e o desejo feminino. O segundo capítulo aborda as reformulações lacanianas na construção da sexualidade feminina, destacando a releitura do Complexo de Édipo, a noção de objeto de desejo e a introdução de uma lógica outra do gozo. O terceiro capítulo aprofunda a discussão quanto à existência de uma dimensão na satisfação feminina para além da lógica fálica, com ênfase na lógica do não-todo e na concepção de um gozo Outro que escapa à regulação fálica, sendo este suplementar, singular e insimbolizável. Nesse contexto, examina-se como as relações amorosas podem operar como um encaminhamento possível aos restos insimbolizáveis do feminino. No quarto capítulo, articula-se propriamente a teoria lacaniana com a minissérie, e vice-versa, por meio de uma breve apresentação de seu conteúdo e análise. Por fim, conclui-se que a leitura lacaniana oferece uma abordagem mais condizente com a mulher contemporânea, ao reconhecer o feminino como lugar de alteridade e incompletude, onde o amor e o desejo operam como formas de lidar com o insimbolizável da experiência subjetiva feminina.
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