| Título: | O VIÉS RACIAL DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: EVIDÊNCIAS DOS MUNICÍPIOS DO RIO DE JANEIRO | ||||||||||||
| Autor(es): |
BRUNA MORENO DE OLIVEIRA |
||||||||||||
| Colaborador(es): |
ARTHUR AMORIM BRAGANCA - Orientador |
||||||||||||
| Catalogação: | 20/AGO/2025 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
||||||||||
| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
[pt] Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio. [en] All data contained in the documents are the sole responsibility of the authors. The data used in the descriptions of the documents are in conformity with the systems of the administration of PUC-Rio. |
||||||||||||
| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=72553@1 |
||||||||||||
| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.72553 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
|
Este estudo tem como objetivo avaliar o viés racial existente na violência
obstétrica expressa, principalmente, através da indução do trabalho de parto antes das
41 semanas de gestação e de condições de saúde ao nascer do recém-nascido. O uso
frequente de partos induzidos é uma tendência que vem se aprofundando no país e, na
maioria das vezes, poderiam ser evitados, preservando-se a saúde da mãe e do bebê.
Evidências recentes sugerem que a prática sistemática de indução de gestações esteja
associada ao aumento do risco de prematuridade tardia, com efeitos deletérios e
significativa morbidade para o concepto. A partir dos dados do Sistema de Informação
de Nascidos Vivos (SINASC), disponibilizados pelo DATASUS, e do Censo
Demográfico de 2010, disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), no Estado do Rio de Janeiro, as mulheres pretas são mais
propensas a sofrerem casos de violência obstétrica do que as mulheres brancas.
Mostra-se que esse viés racial traduz impacto nas condições de saúde ao nascer das
crianças pretas e pardas, que tendem a ter maiores chances de nascer com condições de
baixo peso. Faz-se uma análise em subamostras para investigar se esse efeito vem
principalmente de lugares onde há menos enfermeiros pretos para o acompanhamento
gestacional. Os resultados mostram a existência do racismo institucional nos serviços
de saúde, contribuindo para o reconhecimento das desvantagens das discriminações
para a saúde da população preta e alertando a urgência de uma maior equidade racial
nas equipes e nas conduções de procedimentos médicos.
|
|||||||||||||
|
|||||||||||||