| Título: | O IMPACTO DA PERCEPÇÃO DE PRECONCEITO NA AUTOESTIMA E BEM-ESTAR: CONSTRUÇÃO DE UMA ESCALA E DIFERENÇAS GRUPAIS | ||||||||||||
| Autor(es): |
RAFAEL VALDECE SOUSA BASTOS |
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| Colaborador(es): |
JEAN CARLOS NATIVIDADE - Orientador |
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| Catalogação: | 18/AGO/2025 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
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| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
[pt] Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio. [en] All data contained in the documents are the sole responsibility of the authors. The data used in the descriptions of the documents are in conformity with the systems of the administration of PUC-Rio. |
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| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=72480@1 |
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| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.72480 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
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A percepção individual de que se é vítima de preconceito e de discriminação tem sido negativamente relacionada à saúde mental, bem-estar e saúde física. O presente estudo teve como objetivos construir uma escala para aferir a percepção de preconceito e discriminação, e buscar suas evidências de validade e indicadores de fidedignidade. Para isso, construíram-se
itens em formato de afirmativas que representavam percepções sobre sofrer preconceito e discriminação por conta de pertencer a algum grupo social. Os participantes deveriam responder o quanto concordavam com as afirmativas, em uma escala de sete pontos. Inicialmente, buscaram-se evidências de validade baseadas no conteúdo dos itens. Participaram dessa etapa oito juízes especialistas que julgaram a adequação dos itens enquanto representativo do construto. Os resultados dessa etapa permitiram a elaboração de uma versão preliminar da escala. Então, buscaram-se evidências de validade baseadas na estrutura e nas relações com outras variáveis. Para tanto, aplicou-se essa versão da escala, juntamente com perguntas sociodemográficas, escalas de identificação grupal, autoestima, bem-estar subjetivo, personalidade (Big5) e crenças no mundo justo, a uma amostra de 696
pessoas, média de idade de 30,7 anos, 64,7 por cento eram mulheres. Os resultados mostraram adequação da extração de um único fator que explicou 52,por cento da variância dos dados. Os coeficientes de consistência interna mostraram-se satisfatórios: alfa, 0,99; ômega, 0,99. Além disso, verificaram-se relações com outras variáveis de acordo com o esperado teoricamente.
Por exemplo, verificou-se correlação positiva com identificação grupal, neuroticismo, afetos negativos, quanto a pessoa percebe sofrer preconceito, e negativa com extroversão, socialização, realização, abertura, satisfação de vida, afetos positivos, autoestima, crença no mundo justo, renda, escolaridade. Também se verificou que pessoas de grupos de baixo status social revelaram maiores níveis de percepção de preconceito e discriminação do que as pessoas de grupos de alto status social. A versão final da escala mostrou adequados índices psicométricos. Além disso, foi investigado se a Escala Geral de Percepção de Preconceito e
Discriminação (GPPD) se agrupa em duas dimensões, percepção de preconceito e discriminação, ou se elas se agrupam em apenas uma (percepção de ameaça. Assim, foram participantes 696 pessoas, de diferentes grupos sociais relacionados a sexo, orientação sexual, raça etc. Foi utilizado um. A análise fatorial mostrou-se adequada, extraindo um fator único denominado percepção de ameaça, e índices de adequação satisfatórios. Além disso, a escala se relacionou com as demais variáveis de maneira esperada, e de forma diferente para cada grupo social.
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