| Título: | O EFEITO DO DESAMPARO COMO ATIVADOR DO PÂNICO NA CONTEMPORANEIDADE | ||||||||||||
| Autor(es): |
TATIANA DE FARO ORLANDO |
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| Colaborador(es): |
MARIA ISABEL DE ANDRADE FORTES - Orientador |
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| Catalogação: | 06/AGO/2025 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
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| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
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| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=72222@1 |
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| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.72222 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
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Interessa-nos, aqui, a relação direta entre pânico e desamparo, e, para sua
compreensão, observamos sua perspectiva psicanalítica. Assim, nos remetemos às
bases teóricas freudianas fundamentais, pois a noção de desamparo é concebida
enquanto estruturante do psiquismo. Dessa forma, galgamos um percurso que
perpassa desde sua concepção inicial de desamparo [Hilflosigkeit] até a noção de
que sua condição é inerente ao psiquismo e diz respeito a um estado primordial do
ser humano quando da precariedade de sua existência e falta de garantias na vida.
Significando ausência de ajuda, o desamparo [hilflosigkeit] é, de acordo com
Freud, o núcleo, a significação da situação de perigo, pois é um estado primordial
do ser humano que, incapaz de suprir com suas próprias necessidades, precisa do
outro para sobreviver. O desamparo é, portanto, entendido como condição psíquica
que se constrói inteiramente na relação com o outro.
Foram também delineadas as características dos quadros ansiosos alinhadas à
concepção freudiana original, de maneira que o transtorno de pânico passa a ser
uma forma especial dos transtornos ansiosos.
Os temas do eu e dos ideais mostram-se também fundamentais para darem conta
do desenvolvimento de processos subjetivos que elucidarão tanto a forma como
ocorre a construção do sujeito quanto a do sujeito em relação à cultura. As próprias
particularidades de nossa atualidade social engendram suas psicopatologias
próprias, pois estão diretamente relacionadas a seus valores vigentes.
Utilizamos também o operador conceitual personalidade fóbica: seu conceito é
relevante porque aponta esta personalidade como sendo diferenciada e própria aos
sujeitos acometidos pelos ataques de pânico.
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