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TRABALHOS DE FIM DE CURSO @PUC-Rio
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Título: ANÁLISE DA CONDUÇÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA BRASILEIRA DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19
Autor(es): BERNARDO DE ARAUJO KEUSEN
Colaborador(es): MARIA CLAUDIA GOMES PEREIRA SARMIENTO GUTIERREZ - Orientador
Catalogação: 09/JUN/2025 Língua(s): PORTUGUÊS - BRASIL
Tipo: TEXTO Subtipo: TRABALHO DE FIM DE CURSO
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Referência(s): [pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=70820@1
DOI: https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.70820
Resumo:
Durante a pandemia da Covid-19, o Brasil enfrentou uma crise sem precedentes que exigiu respostas rápidas e eficazes das autoridades econômicas. Neste trabalho, analisei a atuação do Banco Central do Brasil entre 2020 e 2022, período marcado por intensas transformações no cenário econômico global e doméstico. O objetivo foi compreender como a política monetária se adaptou aos desafios impostos por choques simultâneos de oferta e demanda, intensificados pelas medidas de isolamento social e pela incerteza quanto ao controle da pandemia. Inicialmente, a resposta do Banco Central foi uma forte flexibilização monetária, com sucessivas reduções da taxa Selic e adoção de instrumentos não convencionais, como o forward guidance e a ampliação de liquidez via compras de ativos. Em 2021, com o avanço da inflação, observei a transição para uma política contracionista, marcada pela elevação da taxa de juros e o fim do forward guidance. Já em 2022, diante da persistência inflacionária, agravada por fatores externos como a guerra na Ucrânia e choques nas cadeias produtivas, o Banco Central intensificou o aperto monetário, elevando a Selic para 13,75 por cento ao ano. Argumento que, apesar das críticas recebidas, o Banco Central atuou de maneira coerente e tempestiva, ajustando sua estratégia conforme a evolução do cenário. A condução da política monetária brasileira mostrou-se responsiva, mesmo em um contexto de alta incerteza e restrições fiscais. Concluo que o sucesso relativo da política monetária no período — evidenciado pela recuperação de indicadores como PIB e desemprego — decorre da capacidade do Banco Central de alternar entre posturas expansionistas e contracionistas, sempre buscando preservar a estabilidade econômica diante de choques extraordinários.
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