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TRABALHOS DE FIM DE CURSO @PUC-Rio
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Título: 3 ENSAIOS SOBRE LIBERDADE
Autor(es): LINA ALEGRIA DOS SANTOS REIS
Colaborador(es): EDUARDO WRIGHT CARDOSO - Orientador
Catalogação: 23/NOV/2023 Língua(s): PORTUGUÊS - BRASIL
Tipo: TEXTO Subtipo: TRABALHO DE FIM DE CURSO
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Referência(s): [pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=65097@1
DOI: https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.65097
Resumo:
Este trabalho tem como objetivo fazer uma incursão reflexiva sobre o poema Liberté (1942) de Paul Éluard. Mais especificamente, meu foco está nas relações estabelecidas entre a poesia em questão e o seu contexto político e artístico – respectivamente, a resistência ao nazismo na França e o movimento Surrealista. Dito de outra forma, busco entender aquilo que Liberdade pode revelar sobre uma certa forma de compreender o mundo e de agir nele. Assim, ao longo do trabalho, o objeto foi analisado tanto em sua condição de acontecimento (irrupção), quanto enquanto um corpo textual. Para isso, foi mobilizada bibliografia especializada em filosofia política, análise poética e afetividade. De forma sintética, pode-se dizer que o eixo central do trabalho, do qual deriva a conclusão, é o esforço de Paul Eluard para reconectar, ainda que de modo temporário, as diferentes facetas de um mundo, uma sociedade e subjetividades cada vez mais fragmentadas pelas transformações políticas e tecnológicas de sua era. Em suma, Liberdade aparece como uma tentativa de criar continuidade entre o eu e o outro. Experiência que poderia ser vivida tanto na co-presença da multidão, quanto na percepção de que se está inserido em uma comunidade solidária - por exemplo, naquela dos leitores de Liberdade. No entanto, o foco desta tentativa de reconexão do mundo não é a unificação ou a homogeneização das partes que articula, mas sim as relações estabelecidas entre os diferentes fragmentos em jogo – isto, aliás, permite o respeito às singularidades dos envolvidos. No fim, a liberdade de Liberdade é precisamente esta capacidade de agir e falar no mundo, criando relações, experimentando a continuidade, existindo em comunidade, gestando o novo e lidando com o imprevisível.
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