| Título: | NO BRASIL TAMBÉM SE FALA RUSSO: AS MEMÓRIAS DA DIFUSÃO DO IDIOMA RUSSO NO SÉCULO XX ATRAVÉS DAS INSTITUIÇÕES BRASIL-UNIÃO SOVIÉTICA | ||||||||||||
| Autor(es): |
CRISTINA FIGUEIRA SHAH |
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| Colaborador(es): |
RENATA DE FIGUEIREDO SUMMA - Orientador |
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| Catalogação: | 23/OUT/2023 | Língua(s): | PORTUGUÊS - BRASIL |
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| Tipo: | TEXTO | Subtipo: | TRABALHO DE FIM DE CURSO | ||||||||||
| Notas: |
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| Referência(s): |
[pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=64402@1 |
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| DOI: | https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.64402 | ||||||||||||
| Resumo: | |||||||||||||
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A presente monografia tem por objetivo analisar como se deu a difusão do
ensino do idioma russo no Brasil durante dois períodos muito importantes para a
história do país. São eles a Ditadura Militar, que durou vinte e um anos, e o
processo de Redemocratização ocorrido a partir de 1985. Para isso, foram
utilizados como estudo de caso as instituições culturais Brasil-União Soviética,
que atuavam em território nacional desde a década de 1950, principalmente o
Instituto Cultural Brasil-União Soviética da cidade do Rio de Janeiro (ICBURSS)
e a União Cultural Brasil-URSS na cidade de São Paulo (UCBURSS). Estas
instituições eram privadas, mas tinham estreitas relações com o governo central
soviético. Além disso, elas eram a principal fonte de aprendizado da língua russa
durante o período militar, o qual foi marcado por uma forte propaganda
anticomunista. Nesse contexto serão analisadas as nuances da relação entre o
governo brasileiro e o governo soviético ao longo do século XX, bem como a
inesperada não ruptura de relações diplomáticas após o golpe cívico-militar do
ano de 1964. Paralelamente, pretende-se mostrar o desenvolvimento interno da
cultura soviética, principalmente no período pós-Stalin, e como isso possibilitou a
expansão do ensino do idioma russo para além da esfera de poder político da
União Soviética. Para maior factibilidade da monografia, foram realizadas
entrevistas com antigos professores e dirigentes das duas instituições culturais
Brasil-União Soviética recortadas, bem como uma análise de documentos oficiais
redigidos pelo governo brasileiro à época. A partir disso foi possível concluir que
a narrativa oficial do governo brasileiro que visualizava as instituições como uma
ameaça ao regime não era condizente com os verdadeiros propósitos políticos das
mesmas.
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