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TRABALHOS DE FIM DE CURSO @PUC-Rio
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Título: GÊNERO E REPRESENTAÇÃO: A IMAGEM DA MULHER TRAFICADA NO BRASIL
Autor(es): CAROLINA MIRANDA FUTURO
Colaborador(es): PAULA DRUMOND RANGEL CAMPOS - Orientador
Catalogação: 19/OUT/2023 Língua(s): PORTUGUÊS - BRASIL
Tipo: TEXTO Subtipo: TRABALHO DE FIM DE CURSO
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Referência(s): [pt] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/projetosEspeciais/TFCs/consultas/conteudo.php?strSecao=resultado&nrSeq=64381@1
DOI: https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.64381
Resumo:
Anualmente, uma Semana Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas é promovida por todo o Brasil como parte da campanha brasileira do Coração Azul, cujo principal objetivo é a disseminação de conhecimento sobre o tráfico humano, para a conscientização da população brasileira e ajuda na prevenção desse crime (UNODC, 2021). A campanha do Coração Azul é uma iniciativa internacional que foi adotada no Brasil em 2013 (UNODC brasil, 2013), e a partir de então se tornou responsável pela produção de grande parte do material visual sobre o tráfico humano que é circulado nacionalmente. No entanto, no âmbito dos estudos acadêmicos sobre esse tráfico, existem diversas perspectivas feministas que apontam para a existência de um imaginário estereotípico sobre o assunto que é perpetuado em campanhas similares (Lobasz, 2009). Na verdade, esses estudos apontam para a construção da pessoa traficada a partir de estereótipos coloniais e de gênero, que entendem que o sujeito mais passivo de sofrer tráfico, porque ela é vista como ingênua, inocente e passiva, é a mulher do Sul Global (Kempadoo, 2012; Doezema, 2010). Desse modo, a presente monografia tem como objetivo a análise estética e visual dos materiais divulgados sob auspício da campanha brasileira do Coração Azul por meio dessas lentes feministas, de forma a responder a seguinte pergunta de pesquisa: Como construções de gênero moldam as representações das mulheres traficadas no Brasil?. Para tanto, esse texto se baseará em um marco teórico que parte de um estudo da literatura feminista sobre tráfico de pessoas, e do feminismo decolonial, assim como em uma pesquisa contextual sobre as circunstâncias em que a campanha se insere, para que uma análise visual dessas imagens seja realizada. Assim, uma metodologia estética será adotada, o que permitirá o estudo dos elementos presentes em cada imagem, que revelarão que no exemplo brasileiro também se encontra uma campanha humanitária pouco emancipatória, já que é marcada pela representação visual de mulheres pensadas a partir desses mesmos estereótipos coloniais de gênero.
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