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Título
[pt] ENTRE O MEDO E A RESISTÊNCIA: EFEITOS PSICOSSOCIAIS DA VIOLÊNCIA POLICIAL SOBRE A JUVENTUDE NEGRA

Autor
[pt] LEONARDO VIANA PEDRAZZI DA S ROCHA

Vocabulário
[pt] SAUDE MENTAL - PSICOLOGIA CLINICA

Vocabulário
[pt] PSICOLOGIA CRITICA

Vocabulário
[pt] JUVENTUDE NEGRA

Vocabulário
[pt] NECROPOLITICA

Vocabulário
[pt] VIOLENCIA POLICIAL

Resumo
[pt] O presente Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) teve como objetivo analisar o impacto psicossocial da violência do Estado, operada a partir de suas forças policiais, sobre a juventude negra e periférica no Brasil. Tendo como ponto de partida o pressuposto de que essa violência não é um fenômeno isolado, mas uma expressão do racismo estrutural e de processos históricos de exclusão, o estudo objetiva compreender como essas práticas afetam a saúde mental desses jovens, tornando-se um problema ético para a psicologia. O trabalho foi desenvolvido a partir de uma abordagem qualitativa, utilizando a metodologia de revisão narrativa de literatura. Foram realizadas buscas em bases de dados como SciELO e Google Scholar, abrangendo campos como Psicologia e Ciências Sociais, a fim de articular as dinâmicas do racismo, desigualdade socioespacial e violência policial com seus efeitos implicados à saúde mental de jovens negros. O trabalho demonstra como violência policial contra a juventude negra se ergue como uma modernização de sistemas de extermínio que remontam à escravidão. A partir disso, a suposta guerra às drogas é identificada como um dispositivo central da necropolítica, que estabelece o jovem negro como um inimigo ficcional do estado, justificando seu extermínio e a naturalização da violência, que se evidencia nos casos de alta letalidade e suspeição dessa população. Os resultados revelam severos impactos psicossociais, que incluem o desenvolvimento de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), ansiedade, medo constante e internalização de sentimentos de inferioridade e baixa autoestima. Dessa forma, conclui-se que o sofrimento mental desses jovens é intrínseco às estruturas históricas e sociais que o produzem e mantêm, ressaltando a necessidade de um posicionamento ético-político e crítico da Psicologia que não se limite à um olhar individualizado e superficial, mas que atue ativamente na transformação das condições sociais que mantêm essas circunstâncias.

Orientador(es)
FERNANDA MENDES LAGES RIBEIRO

Catalogação
2026-01-16

Tipo
[pt] TEXTO

Formato
application/pdf

Idioma(s)
PORTUGUÊS

Referência [pt]
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=74989@1

Referência DOI
https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.74989


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