Título
[pt] A ALIANÇA ESCATOLÓGICA NA NOVA JERUSALÉM: INFLUÊNCIA DE JR 31,31-34 EM AP 21,2-4
Autor
[pt] RANI DOS SANTOS JABER
Vocabulário
[pt] INTERTEXTUALIDADE
Vocabulário
[pt] NOVA JERUSALEM
Vocabulário
[pt] JEREMIAS
Vocabulário
[pt] NOVA ALIANCA
Vocabulário
[pt] APOCALIPSE
Resumo
[pt] A Aliança escatológica na Nova Jerusalém de Ap 21,2-4 pouco tem sido considerada em sua relação
com o célebre texto de Jr 31,31-34 sobre a Nova Aliança. São muitos os aspectos que os aproximam,
bem como aproximam os próprios livros de Apocalipse e Jeremias, relações ainda não suficientemente
estudadas. Levando-se em conta a hipótese mais aceita de data de composição do livro do Apocalipse
por volta do ano 95 d.C., há, já de início, uma situação histórica comum a ambos: a destruição de
Jerusalém e do Templo, o sofrimento do Povo de Deus sob um poder opressor, a desolação iminente e
inevitável. A respeito do conteúdo do livro, a esperança de uma restauração futura em termos de uma
aliança definitiva e inabalável, é promessa principal em um e outro. Esta pesquisa deteve-se sobre as
relações existentes entre a subseção de Ap 21,2-4, sobre a aliança escatológica na nova Jerusalém, e a
seção bem delimitada de Jr 31,31-34, que trata da nova aliança prometida para dias futuros. Ambos os
textos apresentam o adjetivo nova (καινή), a fórmula da aliança bilateral - inclusive como elemento
central às suas estruturas - e uma sequência de orações que marcam o fim de um tempo (não mais:
ouk eti em Ap 21,4 e em Jr 31,33-34 ou me eti na LXX ou Vo-doa Ol no TM) e confirmam a novidade do
que está sendo inaugurado. Com isso, ainda que se reconheça a influência de outros textos bíblicos sobre
o texto de Ap 21,2-4, sendo comum ao autor do Apocalipse várias referências veterotestamentárias na
composição de uma única imagem ou cena, acredita-se que Ap 21,2-4 esteja, também, fazendo alusão a
Jr 31,31-34 no que lhe é próprio de contribuição, sobretudo sobre o aspecto da aliança. O ideal da Nova
Aliança de Jr 31,31-34 só se cumpre plenamente no capítulo final da história humana, na aliança
escatológica de Ap 21,2-4. Contudo, a aliança escatológica estabelecida na nova Jerusalém, ainda
ultrapassa o que fora prometido em Jr 31,31-34: o relacionamento de Deus com Seu Povo é aprofundado
ainda mais, como também o é a ausência de mediações. Esta pesquisa apresenta análises exegéticas das
passagens bíblicas de Ap 21,2-4 e Jr 31,31-34 a partir do método histórico-crítico, e aplica, conforme
Markl, os critérios de Manfred Pfister para averiguação de possíveis relações intertextuais existentes
entre eles. Alcança-se com isto um aprofundamento maior das perícopes, mais vasto e detalhado
resultado de conexões entre os textos e evidências da relação entre ambos. Se é certo que, no livro de
Jeremias, Babilônia e Jerusalém ocupam interesse central do profeta, se estão ali apresentadas em
contraposição, se já se identificou a influência das profecias de Jeremias nos capítulos do livro do
Apocalipse destinados ao Juízo da Babilônia, não se pode ignorar que, nos capítulos destinados à
salvação escatológica na nova Jerusalém haja igualmente influência do profeta.
Catalogação
2025-11-17
Tipo
[pt] TEXTO
Formato
application/pdf
Idioma(s)
PORTUGUÊS
Referência [pt]
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=74151@1
Referência DOI
https://doi.org/10.17771/PUCRio.ATeo.74151
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