Título
[en] MUCH ADO ABOUT OBSCENITY
Título
[pt] MUITO BARULHO POR LASCÍVIA
Autor
[pt] ELIZABETH RAMOS
Vocabulário
[pt] TRADUCAO
Vocabulário
[pt] MUITO BARULHO POR NADA
Vocabulário
[pt] LINGUAGEM CHULA
Vocabulário
[pt] WILLIAM SHAKESPEARE
Vocabulário
[en] TRANSLATION
Vocabulário
[en] MUCH ADO ABOUT NOTHING
Vocabulário
[en] LEWD LANGUAGE
Vocabulário
[en] WILLIAM SHAKESPEARE
Resumo
[pt] A comédia shakespeariana Muito barulho por nada (1598-9) foi escrita em uma época em que os códigos de lascívia, obscenidade e indecência eram social-mente menos rigorosos. Na Inglaterra do século XVI, prevalecia certa tole-rância em relação à linguagem obscena, aqui entendida como aquela que é veiculada por meio de um léxico transgressor, para se referir à sexualidade inserida pelo dramaturgo em sua produção, por meio de insinuações, metá-foras, alusões e trocadilhos. Nos séculos XVIII e XIX, no entanto, com as ten-tativas de moralizar as peças em nome do decoro e da boa educação, a obs-cenidade foi eliminada da produção shakespeariana, que então tornara-se canônica. Afinal, argumentava-se que o uso de formas inferiores de lingua-gem se devia ao desejo do dramaturgo de agradar a públicos menos refina-dos. Se por um lado esse tipo de ação impediu que a obra de Shakespeare fosse completamente excluída dos livros escolares e estantes das casas de fa-mília, por outro, levou aqueles que traduzem e adaptam suas obras a ignorar expressões com as quais Shakespeare construiu suas imagens cômicas chu-las. Este artigo explora as opções de adaptação do jogo obsceno de palavras na adaptação da BBC, Much Ado About Nothing, episódio transmitido em 2005, sob a direção de Brian Percival, como parte do projeto Shakespeare Re-told. Estou particularmente interessada na maneira como Percival, na condi-ção de diretor, lidou com as insinuações, metáforas, alusões e trocadilhos obscenos encontrados no texto de Shakespeare, em sua releitura feita para ser assistida no espaço doméstico, em muitos casos, um ambiente familiar.
Resumo
[en] The Shakespearean comedy Much Ado About Nothing (1598-9) was written at a time when the codes of rudeness, obscenity and indecency were socially less stringent. In the sixteenth century England, some tolerance prevailed towards the obscene language, here understood as the transgressing lexicon to refer to sexuality inserted by the playwright in his production by means of innuendos, metaphors, allusions and puns. Nevertheless, in the eighteenth and nineteenth centuries, with the attempts to moralize the plays for the sake of decorum and rectitude, obscenity was eliminated from the Shakespearean work, which had then become canonical. After all, it was argued that the use of lower forms of language had been due to the playwright s desire to please less refined audiences. If on one hand that sort of action prevented Shakespeare s work from being completely excluded from school textbooks and family shelves, on the other, it led those who translate and adapt his works to ignore expressions with which Shakespeare built his lewd comical images. This article explores the choices for adapting the lewd play with words in the BBC adaptation Much Ado About Nothing, an episode broadcasted in 2005, under Brian Percival s direction, as part of the project Shakespeare Retold. I am particularly interested in the way Percival, in his role of director, handled the lewd innuendos, metaphors, allusions and puns found in the Shakespearean text in his rereading to be viewed at spectators homes, in many instances, in a family setting.
Catalogação
2021-09-22
Tipo
[pt] TEXTO
Formato
application/pdf
Idioma(s)
INGLÊS
Referência [pt]
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=54935@1
Referência [en]
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=54935@2
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