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Título: DA COREORASURA À ESCRITA-FRICÇÃO: PICHAÇÃO, DISPARO, TEXTO, RESISTÊNCIA
Instituição: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO - PUC-RIO
Autor(es): MATHEUS MARQUES DA CUNHA CARVALHO

Colaborador(es):  FREDERICO OLIVEIRA COELHO - Orientador
Número do Conteúdo: 50117
Catalogação:  30/10/2020 Idioma(s):  PORTUGUÊS - BRASIL

Tipo:  TEXTO Subtipo:  TESE
Natureza:  PUBLICAÇÃO ACADÊMICA
Nota:  Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio.
Referência [pt]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=50117@1
Referência [en]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=50117@2
Referência DOI:  https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.50117

Resumo:
Pichações textuais (cujos conteúdos são frases, palavras de ordem, etc., em diferença, neste recorte, às taggeadas) aparecem em diferentes pontos dos espaços urbanos. Esta prática, oficialmente delituosa, agrupa em seu gesto de feitura e, muitas vezes, em seu conteúdo literal resistências a um sistema de poder opressor e silenciador. Para além do gesto de pichar, a pichação em si representa, na leitura deste trabalho, o vestígio da ação performática de corpos em dissenso a uma ordenação política e social estabelecida. Nesta dissertação, as pichações textuais são lidas como coreorasuras (LEPECKI, 2012), e atuam como fagulhas para o desenvolvimento de um pensamento sobre narrativas que partem de um sujeito e são lançadas para fora de si. Assim, surge a proposição do texto como escrita-fricção: proposições literárias de si nas quais figuram um forte atrito (HALLIDAY; RESNIK, 2012) entre autor e texto, e entre corpo do autor e sistema de poder.

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