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Título: A ARTE DA NOSTALGIA: EXPERIÊNCIA E INFÂNCIA SEGUNDO WALTER BENJAMIN
Instituição: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO - PUC-RIO
Autor(es): ALEXANDRA VIRGINIA DA MOTA PINTO

Colaborador(es):  PAULO CESAR DUQUE ESTRADA - Orientador
Número do Conteúdo: 49500
Catalogação:  21/09/2020 Idioma(s):  PORTUGUÊS - BRASIL

Tipo:  TEXTO Subtipo:  TESE
Natureza:  PUBLICAÇÃO ACADÊMICA
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Referência [pt]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=49500@1
Referência [en]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=49500@2
Referência DOI:  https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.49500

Resumo:
Como entender a obra literária dedicada às imagens de infância escrita por Walter Benjamin? Especialmente se ele enuncia essa obra, como fez nas Palavras Prévias de Infância berlinense: 1900, em 1938, enquanto um procedimento de vacinação (Verfarhen der Impfung)? Esta tese visa compreender e apresentar essa vacinação. Para isso seguimos o rastro que liga as imagens de infância à nostalgia, uma vez que é dessa relação que decorre a vacinação. Benjamin preparava-se para o exílio, contudo ele já se encontrava exilado. Então, do que se tratava, efetivamente, quando ele escreveu essas palavras? Tratava-se de uma despedida de casa, da cidade de Berlim, mas também do permanente sentimento de perda sobre a irreversibilidade do tempo. O que isso significa? Que, uma vez sitiada entre duas guerras mundiais, Infância berlinense foi concebida na contramão de uma experiência histórica, cujo resultado se antevia no horizonte mundial, em virtude de outra experiência (Erfahrung) sobre a qual Benjamin refletia desde a juventude. Esta seria pautada por uma transmissibilidade da linguagem humana ciente da verdadeira perda de experiência: o isolamento, o esquecimento, o mutismo e a morte. É nesse sentido que a obra procura chegar a uma coletividade através de imagens narrativas que suscitam a memória dos leitores. É por isso necessário entender os processos de escavação iniciados por Benjamin para encontrar, enterrados, objetos perdidos que tocam ainda nas raias da vida. Para tal, apresentamos três capítulos: o primeiro versa sobre as relações da memória e a filosofia da história; o segundo, sobre a concepção moderna de nostalgia e aquela que Benjamin apresenta; o terceiro, sobre os processos de escavação e a infância em Benjamin. Para ele, o passado é um outrora em direção ao qual se vai quando se encontra a cognoscibilidade dos seus vestígios no agora. Estes vestígios podem ser fragmentos, ruínas e imagens, deixados por uma experiência efêmera. Nesse caso, do que se sentiria nostalgia? Devemos responder sabendo que existem pelo menos dois tipos de nostalgia: uma que apela à atividade da linguagem e da arte e outra inoperante, até nociva. O exílio, como expressão limite do isolamento humano, exige um posicionamento diante da vida. Analisaremos como responderam Adorno, Benjamin e Brecht. Por fim, chegaremos às diferentes abordagens de Benjamin sobre o tema da infância: desde a análise de livros pedagógicos à criação de um programa para um teatro infantil proletário; passando pelas transmissões radiofônicos que o filósofo redigiu e emitiu, até chegar às imagens de infância. Em Infância berlinense Benjamin opera a mais misteriosa de todas as capacidades humanas que é transformar imagens em histórias e histórias em imagens. Ao tornar uma vivência muda numa experiência transmissível apresentava-se uma arte da nostalgia porvir.

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