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Título: PRÁTICAS DE ATROPELAMENTO, PRÁTICAS DE RESISTÊNCIA: DINÂMICAS DE GÊNERO E A CONSTRUÇÃO DISCURSIVA DA HORIZONTALIDADE NOS MOVIMENTOS SOCIAIS CONTEMPORÂNEOS
Instituição: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO - PUC-RIO
Autor(es): NAOMI ELIZABETH ORTON

Colaborador(es):  LIANA DE ANDRADE BIAR - Orientador
Número do Conteúdo: 48547
Catalogação:  10/06/2020 Idioma(s):  PORTUGUÊS - BRASIL

Tipo:  TEXTO Subtipo:  TESE
Natureza:  PUBLICAÇÃO ACADÊMICA
Nota:  Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio.
Referência [pt]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=48547@1
Referência [en]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=48547@2
Referência DOI:  https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.48547

Resumo:
A proliferação de movimentos sociais que se organizam em uma estrutura dita horizontal vem despertando a imaginação daqueles que questionam as formas atuais de fazer política. Esta tendência suscita a questão de saber até que ponto sujeitos diversos encontram voz em meio a esses grupos e a alegada horizontalidade se concretiza. Visando lançar luz sobre esta questão, esta pesquisa qualitativa interpretativista debruça-se sobre as lutas urbanas contemporâneas, tomando as práticas discursivas de cicloativistas engajados em grupos de debate no Rio de Janeiro como seu objeto micro. A partir da compreensão de que suas reivindicações se encontram atravessadas pelas lutas de grupos minoritários na esfera pública, elege como norte analítico a noção de gênero enquanto performance. Embora diversas assimetrias possam manifestar-se nas interações, o enfoque aqui conferido decorre de observações proporcionadas pelo estudo de campo e pelo contato aproximado aos dados gravados. No intuito de ouvir vozes tradicionalmente marginalizadas, a pesquisa propõe uma escuta (auto)etnográfica, privilegiando narrativas contadas por protagonistas mulheres. A microanálise é dividida em duas lâminas: a primeira centrada na construção do mundo narrado e a segunda nas interações que se desenvolvem no mundo narrativo. Buscando compreender a articulação e a negociação dos significados emergentes, bem como os possíveis diálogos com as contingências macrossociais que posicionam os atores sociais de forma diferenciada nas interações, o estudo se baseia na concepção da prática narrativa enquanto modo de resistência, assim como terreno fértil para a negociação de performances identitárias e o acúmulo de poder simbólico. A partir dessa perspectiva, o percurso analítico busca mapear a navegação pelas dinâmicas de poder em jogo nas interações. As práticas discursivas identificadas indicam que as narradoras desestabilizam concepções essencialistas de gênero, contestando assimetrias convencionais e reivindicando a criação de relações mais simétricas ‒ tanto no nível micro, como na sociedade mais ampla em que buscam efetuar mudanças. Isso posto, a valorização de traços simbolicamente masculinos frisa a linha tênue trilhada pelas narradoras na busca por status, e na evitação de sanções sociais sutis, no contexto de uma cultura pós-feminista. O questionamento de suas performances, a partir da prática de conarração, sinaliza a emergência de disputas tácitas por aprovação, por reconhecimento e pela pauta, saldo do embate entre práticas de resistência e pressupostos generificados conflitantes. As interlocuções multifuncionais das quais seus pares lançam mão: práticas de higiene verbal, alternâncias de código e problematizações, representam eventuais obstáculos à participação significativa na construção de significados e na deliberação da agenda. Simultaneamente, a análise destaca a dinamicidade de valores socioculturais ‒ passíveis de renegociação a partir da prática intersubjetiva de segundas narrativas e a negociação de práticas identitárias atreladas a meios distintos de fazer política, entre as quais os participantes oscilam. Estes entendimentos indicam que a ação discursiva dos ativistas ora desafia noções binárias de gênero, se aproximando do ideal da horizontalidade, ora as reifica, tornando a criação de espaços discursivos mais igualitários objeto de contestação. Desse modo, a pesquisa salienta a urgência de um olhar mais crítico direcionado a interações localmente situadas a fim de fazer avançar uma compreensão mais nuançada da construção da horizontalidade. Assim, será possível identificar eventuais atropelamentos microdiscursivos, arena para resistência; bem como práticas discursivas, potencialmente, fomentadoras da participação ativa de vozes plurais, para que as próprias práticas transformacionais almejadas pelos movimentos sociais possam ser colocadas em ação.

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