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Título: HISTÓRIAS DO TEMPO ANTIGO COM MORALIDADES: UMA ANÁLISE DIACRÔNICA E SINCRÔNICA DAS REESCRITAS DA OBRA DE CHARLES PERRAULT NO BRASIL
Instituição: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO - PUC-RIO
Autor(es): ANNA OLGA PRUDENTE DE OLIVEIRA

Colaborador(es):  MARCIA DO AMARAL PEIXOTO MARTINS - Orientador
Número do Conteúdo: 34775
Catalogação:  14/08/2018 Idioma(s):  PORTUGUÊS - BRASIL

Tipo:  TEXTO Subtipo:  TESE
Natureza:  PUBLICAÇÃO ACADÊMICA
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Referência [pt]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=34775@1
Referência [en]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=34775@2
Referência DOI:  https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.34775

Resumo:
Esta tese apresenta uma análise de reescritas brasileiras dos contos de Charles Perrault, sob uma perspectiva diacrônica e sincrônica, com o objetivo de compreender as diferentes formas como os contos do autor francês do século XVII têm sido reescritos no sistema literário brasileiro. Publicada na França, em 1697, a obra Histórias ou Contos do tempo antigo com moralidades ou Contos de Mamãe Gansa, alçada posteriormente à categoria de clássico da literatura infantojuvenil, contém oito contos em prosa, seguidos de moralidades em verso ao final de cada narrativa: A Bela Adormecida no bosque, O Chapeuzinho Vermelho, Barba Azul, O Mestre Gato ou o Gato de Botas, As Fadas, A Gata Borralheira ou A Sapatilha de Vidro, Riquete do Topete e O Pequeno Polegar (títulos dos contos de acordo com a tradução de Mário Laranjeira). Nesses contos, ao mesmo tempo em que recupera histórias populares da oralidade, Perrault insere sua marca autoral, a moralidade em verso, comentário final do autor sobre a história contada em prosa. Considerando que as moralidades possuem uma dupla função - autoral e literária - esta pesquisa se volta para o estudo da transmissão dos contos no Brasil com foco nesse duplo aspecto: a questão da autoria e a questão da literariedade. Tendo como principal pilar teórico os Estudos Descritivos da Tradução e adotando a metodologia de Lambert e Van Gorp, o corpus objeto de análise é composto por reescritas (e seus paratextos) publicadas em livro, desde o momento inicial em que os contos surgem no sistema literário brasileiro, ao final do século XIX, até a contemporaneidade, com a mais recente reescrita publicada em 2016. São também examinados alguns metatextos, tais como cartas e entrevistas, que auxiliam na compreensão das propostas dos reescritores e editores das obras. A partir das noções de André Lefevere acerca de reescrita e patronagem, considera-se que reescritas exercem papel central para o estabelecimento e a manutenção de cânones literários e projetam imagens novas ou distintas de obras e autores, de acordo com concepções ideológicas e poetológicas dos responsáveis pelas publicações (reescritores, prefaciadores, editores). Portanto, esta tese propõe a adoção de uma linha de pesquisa para os estudos literários que atente para a centralidade do fator reescrita, quando são analisadas obras estrangeiras inseridas em sistemas literários alvo. Como será visto no caso de Perrault no Brasil, as reescritas mais recentes, com diferenças relevantes em termos literários em relação às reescritas mais antigas, projetam novas imagens da obra e do autor, possibilitando novas leituras por parte do público leitor contemporâneo.

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