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Título: LER E ESCREVER NAS AULAS DE CIÊNCIAS: POTENCIALIDADES E LIMITES
Instituição: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO - PUC-RIO
Autor(es): MARIA CORDEIRO DE FARIAS G MATOS

Colaborador(es):  ZENA WINONA EISENBERG - Orientador
Número do Conteúdo: 34671
Catalogação:  03/08/2018 Idioma(s):  PORTUGUÊS - BRASIL

Tipo:  TEXTO Subtipo:  TESE
Natureza:  PUBLICAÇÃO ACADÊMICA
Nota:  Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio.
Referência [pt]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=34671@1
Referência [en]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=34671@2
Referência DOI:  https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.34671

Resumo:
O principal objetivo da pesquisa foi investigar relações entre atividades pedagógicas da disciplina escolar Ciências e processos de ensino-aprendizagem de leitura e de escrita. Considerando que a aquisição da linguagem escrita é um compromisso da educação escolar, especialmente em sociedades grafocêntricas atuais, o estudo procurou construir reflexões sobre possíveis contribuições do ensino de Ciências para formação de estudantes leitores e produtores de textos escritos. A investigação incluiu observações de aulas de Ciências de três diferentes professoras em três turmas de sexto ano do ensino fundamental de escolas da rede municipal do Rio de Janeiro. Foram também realizadas entrevistas semiestruturadas com as professoras e grupos de alunos das turmas, e análise dos materiais utilizados nas aulas. Os referenciais teórico-metodológicos baseiam-se em Bakhtin e trazem contribuições da perspectiva sociointeracionista da linguagem. A teoria sócio-histórica de Goodson colabora para a compreensão de características da disciplina escolar Ciências. Os resultados mostram que o espaço-tempo das aulas de Ciências é também um espaço-tempo para ler e escrever. O conhecimento escolar em Ciências é construído através da linguagem escrita, de forma que diferentes atividades envolvendo leitura e escrita acontecem nas aulas de Ciências. As professoras realizam a mediação da interação entre os estudantes e a linguagem escrita, influenciando seus processos de leitura e produção textual. Na mediação, elas atuam mobilizando estratégias e sistemas de conhecimento (linguístico, de mundo e interacional) necessários para que os estudantes leiam e escrevam, possibilitando a construção de sentidos para os textos. No diálogo em torno dos textos, gêneros primários e secundários do discurso aparecem, de maneira que as professoras trazem elementos cotidianos para a interação entre o texto e os alunos e, ao mesmo tempo, contribuem para a complexificação da linguagem, aproximando-a da forma escrita. Na cadeia discursiva da sala de aula, textos de variados gêneros aparecem e se associam às diferentes tradições curriculares da disciplina escolar Ciências. As professoras mesclam em suas falas diferentes concepções, que perpassam desde o entendimento da leitura e da escrita com foco na estrutura do texto até a compreensão destas atividades como uma interação social entre autor-texto-leitor. A centralidade da linguagem escrita nas aulas de Ciências e os conhecimentos e estratégias ativadas para que os estudantes interajam com textos escritos mostram o potencial da disciplina escolar Ciências para o ensino-aprendizagem da leitura e da escrita. Limites são estabelecidos pelas dificuldades relacionadas à formação docente e por questões estruturais, referentes ao controle do trabalho das professoras pelas avaliações externas e à falta de recursos. Espera-se que a investigação possa contribuir com reflexões para o entendimento das aulas de Ciências como um espaço-tempo da linguagem escrita, importante para a formação de leitores e autores críticos e maduros, que possam se inserir em um mundo permeado por práticas sociais de leitura e escrita.

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