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Título: A TRAJETÓRIA ACADÊMICA DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DIAGNOSTICADOS COM TDAH À LUZ DA TEORIA BIOECOLÓGICA DO DESENVOLVIMENTO HUMANO
Instituição: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO - PUC-RIO
Autor(es): CATIA REGINA PAPADOPOULOS

Colaborador(es):  ZENA WINONA EISENBERG - Orientador
Número do Conteúdo: 33969
Catalogação:  24/05/2018 Idioma(s):  PORTUGUÊS - BRASIL

Tipo:  TEXTO Subtipo:  TESE
Natureza:  PUBLICAÇÃO ACADÊMICA
Nota:  Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio.
Referência [pt]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=33969@1
Referência [en]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=33969@2
Referência DOI:  https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.33969

Resumo:
O estudo teve como objetivo investigar à luz da Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano que fatores impactaram de forma positiva o desenvolvimento de estudantes universitários diagnosticados com TDAH, que os fizeram alcançar e cursar o ensino superior. Participaram da pesquisa 10 estudantes de graduação de uma universidade privada do Rio de Janeiro. Os dados foram produzidos por meio de entrevista semiestruturada no contexto da própria universidade. As análises foram realizadas com uma abordagem qualitativa de análise de conteúdo. As categorias e subcategorias foram construídas a partir do que emergiu dos dados das entrevistas, considerando-se o modelo PPCT (Processo, Pessoa, Contexto, Tempo), característico das pesquisas aportadas no modelo Bioecológico. Os dados apontaram para um conjunto de fatores que impactaram positivamente a trajetória acadêmica desse grupo de estudantes, seja para a chegada à universidade, seja para lá permanecer, seja para ambos. Durante todo o ensino básico, os fatores foram: (a) um ambiente escolar atraente, acolhedor e incentivador; (b) uma sala de aula organizada, com poucos alunos, apresentando a possibilidade de diálogo entre os pares e professores; (c) mediação da aprendizagem com: os professores contratados pelos pais para reforço escolar, os familiares, os colegas de sala de aula e, os professores da escola durante a recuperação e; (d) as inciativas parentais que ajudaram a direcionar o percurso acadêmico. No ensino superior os fatores ressaltados pelos estudantes foram: (a) o tempo estendido para realização das avaliações e; (b) o suporte pedagógico, psicológico e psicopedagógico oferecido pela instituição de ensino. E durante toda a trajetória acadêmica, ou seja, da educação infantil até o ensino superior fatores como: (a) diagnóstico, (b) tratamento medicamentoso e/ou psicoterapêutico; (c) estratégias metacognitivas; (d) características do professor como ser atencioso e explicar devagar e de várias formas; (e) características pessoais; (f) identificação com o professor; (g) suporte afetivo familiar e escolar e; (h) socialização, foram os elementos que, segundo eles, trouxeram benefícios para suas trajetórias. Os resultados nos permitiram inferir que no contexto dessas trajetórias não existe um protocolo a ser seguido para que haja sucesso acadêmico de estudantes diagnosticados com TDAH. Conclui-se, entretanto que, os entrevistados deram indicações simples, porém relevantes sobre alguns aspectos que, se colocados em prática, podem contribuir grandemente para o desenvolvimento acadêmico de todos os discentes; não importando se têm algum diagnóstico ou não. Porém, entende-se que se existir por parte da família, da escola e da sociedade, atitudes que busquem destacar e fortalecer as características e habilidades particulares desses estudantes reduzindo a força da patologização, os resultados poderão ser melhores. Que para além dos estereótipos macrossistêmicos da sociedade contemporânea, que enfatizam deficiências e prejuízos, assim como um discurso determinista de fracasso acadêmico de estudantes diagnosticados com TDAH, que haja um olhar direcionado para o que eles pensam, o que conseguem realizar e o modo como aprendem. Por fim, recomenda-se a reflexão sobre o desenvolvimento de metodologias de ensino e aprendizagem que possam ser aplicadas na escola e fora do espaço escolar, de maneira que essa relação ocorra de maneira mais fluida e que abarque as diversas modalidades de aprendizagem, independente de diagnósticos.

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