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Título: LINGUAGEM, INFÂNCIA E PERSPECTIVISMO NOS ESCRITOS MADUROS DE WITTGENSTEIN
Instituição: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO - PUC-RIO
Autor(es): CÉLIA CÂMARA DE ARAÚJO

Colaborador(es):  HELENA FRANCO MARTINS - Orientador
Catalogação:  27/10/2016 Idioma(s):  PORTUGUÊS - BRASIL

Tipo:  TEXTO Subtipo:  TESE
Natureza:  PUBLICAÇÃO ACADÊMICA
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Referência [pt]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=27790@1
Referência [en]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=27790@2
Referência DOI:  https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.27790

Resumo:
Esta pesquisa examina cenas de alteridade radical entre crianças e adultos nos escritos maduros de Wittgenstein. Demonstra-se como tais cenas ajudam a construir uma visão da linguagem como forma de vida, capaz de recusar tanto o universalismo como o relativismo, em benefício de uma compreensão perspectivista. Os escritos de Ludwig Wittgenstein posteriores ao Tractatus Logico-Philosophicus, obra escrita ainda nos seus anos de juventude, são mais frequentemente compreendidos como um pensamento que tende ao relativismo, opondo-se, portanto, frontalmente ao trabalho inicial do filósofo. Esta pesquisa aponta para uma filosofia única, nos termos da interpretação que lhe dá o filósofo e pesquisador brasileiro Bento Prado Jr., para quem o télos da filosofia wittgensteiniana jamais se modificou. Assim, nem universalismo, nem relativismo seriam contemplados pelo pensamento de Wittgenstein, havendo, isto sim, uma filosofia perspectiva, aproximável, sob certos aspectos, daquelas que encontramos, por exemplo, em Nietzsche e Deleuze. Para melhor entendimento do perspectivismo na filosofia de Wittgenstein, e, em consonância com o projeto de pesquisa a que nos vinculamos, procedeu-se à análise do que se pode chamar de cenas de alteridade radical nos escritos wittgensteinianos – experimentos de pensamento que comparecem com muita frequência nos últimos escritos do filósofo. Trata-se de cenas imaginárias que figuram encontros, perplexidades e incompreensões entre selvagens e civilizados, loucos e sãos, orientais e ocidentais, crianças e adultos, e assim por diante. Nesses experimentos, manifesta-se o rigor do trabalho crítico de Wittgenstein sobre a linguagem e o significado, sempre concomitante à sua crítica da metafísica. Este trabalho se concentrou na identificação e análise de cenas relacionadas à alteridade adulto vs. criança, assumindo que o conceito de infância pode ser alargado em relação ao período cronológico a que frequentemente está vinculado, como propõe o filósofo italiano Giorgio Agamben. Averiguou-se, a partir do exame dessas cenas, em que medida essa alteridade funciona como índice de perspectivismo nos escritos da fase mais madura de Wittgenstein e em que medida as cenas de alteridade deixam entrever a ideia wittgensteiniana de forma de vida. Para compreender a elusiva noção de forma de vida em Wittgenstein, não nos esquivamos também de um encontro com a antropologia – área cujas preocupações centrais estão reconhecidamente presentes nos escritos do filósofo vienense. Privilegiamos, nesse encontro, o trabalho etnofilosófico do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro. A análise do Corpus wittgensteiniano em contágio com a etnofilosofia de Viveiros de Castro indica pontos de convergência entre o pensamento de Wittgenstein – e o das filosofias perspectivistas em geral – e a cosmologia ameríndia tal como apresentada por Viveiros de Castro. A pesquisa empreendida dá a ver uma modalidade wittgensteiniana de perspectivismo, as formas singulares com que o filósofo permite acolher uma multiplicidade de mundos na recusa básica da ideia de visão do mundo, na implosão da partição sujeito/objeto, no laço entre filosofia e poesia.

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