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Título: UMA ESCOLA DA OU PARA A PERIFERIA?: A PRODUÇÃO DAS QUALIDADES E DOS DIREITOS À EDUCAÇÃO EM UMA ESCOLA DE DUQUE DE CAXIAS
Instituição: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO - PUC-RIO
Autor(es): GUILHERME DE ALCANTARA

Colaborador(es):  VERA MARIA FERRAO CANDAU - Orientador
Catalogação:  14/09/2016 Idioma(s):  PORTUGUÊS - BRASIL

Tipo:  TEXTO Subtipo:  TESE
Natureza:  PUBLICAÇÃO ACADÊMICA
Nota:  Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio.
Referência [pt]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=27362@1
Referência [en]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=27362@2
Referência DOI:  https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.27362

Resumo:
Esta pesquisa parte da ideia de que a qualidade da educação escolar é um processo social, e que existem esforços de atendimento de parte da diversidade de concepções sobre a escolarização presente na sociedade, principalmente, das demandas das classes mais abastadas. Como seria a construção de um projeto pedagógico voltado para as especificidades das classes populares das periferias metropolitanas? Nesta tese, realizou-se uma etnografia em uma escola pública da periferia do município de Duque de Caxias considerada democrática e de qualidade por diversos atores sociais e da comunidade escolar com os objetivos de apreender: 1. quais são os sentidos que estes atores empregam para definir a escola assim; 2. quais as associações entre esses sentidos e as relações sociais e práticas pedagógicas desenvolvidas na escola; e 3. quais são os constrangimentos impostos pelo sistema de ensino ao projeto. Esta etnografia se baseou em intenso trabalho de campo ao longo de 19 meses, com mais de 600 horas de observação, da qual se produziu cerca de 500 páginas de anotações e mais de 70 horas de gravações de entrevistas, reuniões entre os profissionais da escola, com responsáveis, alunos, acadêmicos, com gestores da SME e de eventos nos quais a escola esteve convidada em universidades. Esta escola vem se propondo a construir uma forma de coordenação e organização do trabalho escolar orientada à compreensão de diferenças entre culturas da escola e das famílias, associadas às questões de classe e ao isolamento decorrente da segregação territoriais, bem como à valorização das diferentes trajetórias individuais dos alunos. Neste sentido, procuram construir uma escola para a periferia, que trabalharia levando em consideração contextos e diferenças para reduzir/reverter os processos de produção das desigualdades que constituem a experiência na Escola. Para os atores escolares, as análises da qualidade do ensino não podem se restringir ao desempenho dos alunos, às relações de ensino-aprendizagem em sala, nem mesmo à esfera do estabelecimento. Pois, a oferta de uma educação pública de qualidade ali é interdependente e associada às regulações e ordenamentos desenvolvidos nas interações com a estrutura física da escola, entre redes públicas e privadas, entre os estabelecimentos, com os territórios, com as políticas da rede de ensino, com a política local, com a inserção da Escola Pública na sociedade e com as políticas educacionais a ela endereçadas. Em suas ações, os atores escolares manipulam e reconstituem identidades pessoais e profissionais, redefinem princípios éticos e de justiça escolar, reorganizam modos de interação entre si e com o conhecimento, flexibilizam hierarquias do estabelecimento e da rede municipal de ensino. Estes processos e mobilizações estão vinculados a uma interpretação e adoção singular do princípio do direito à educação pública de qualidade.

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