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Título: RELAÇÕES DE GÊNERO E VIOLÊNCIA: ESTRATÉGIAS DE RESISTÊNCIA POR PARTE DE UM GRUPO DE MULHERES DA FAVELA DA MANGUEIRINHA NA BAIXADA FLUMINENSE
Instituição: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO - PUC-RIO
Autor(es): LUCIANA MOREIRA DE ARAUJO

Colaborador(es):  ANTONIO CARLOS DE OLIVEIRA - Orientador
Número do Conteúdo: 26119
Catalogação:  13/04/2016 Idioma(s):  PORTUGUÊS - BRASIL

Tipo:  TEXTO Subtipo:  TESE
Natureza:  PUBLICAÇÃO ACADÊMICA
Nota:  Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio.
Referência [pt]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=26119@1
Referência [en]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=26119@2
Referência DOI:  https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.26119

Resumo:
O presente estudo busca analisar as estratégias de resistência de mulheres moradoras de uma favela da Baixada Fluminense, frente às situações de violência de gênero presentes em seus relacionamentos afetivo-sexuais com seus companheiros/parceiros íntimos. Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa, cujos instrumentos utilizados para produção de dados foram o diário de campo e a entrevista narrativa, realizadas no primeiro semestre de 2015, de modo a conhecer como mulheres pobres, alijadas do mercado de trabalho formal, com grau de escolaridade situado no nível fundamental ou abaixo, e moradoras de um território vulnerabilizado e atravessado pela violência estrutural, percebem suas experiências e histórias. Os recursos teórico-metodológicos para a análise de dados fundamentam-se no sistema teórico desenvolvido por Pierre Bourdieu, formado pelos conceitos de habitus – capital cultural – campo, em composição com estudos da antropologia, da sociologia, de gênero, violência e família. Os resultados apontam para a existência de formas de enfrentamento à violência de gênero por parte das mulheres, a partir de estratégias por elas construídas no contexto sociocultural do qual fazem parte, possibilitando o questionamento de explicações essencialistas, binárias e judicializantes.

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