INFORMAÇÕES SOBRE DIREITOS AUTORAIS


As obras disponibilizadas nesta Biblioteca Digital foram publicadas sob expressa autorização dos respectivos autores, em conformidade com a Lei 9610/98.

A consulta aos textos, permitida por seus respectivos autores, é livre, bem como a impressão de trechos ou de um exemplar completo exclusivamente para uso próprio. Não são permitidas a impressão e a reprodução de obras completas com qualquer outra finalidade que não o uso próprio de quem imprime.

A reprodução de pequenos trechos, na forma de citações em trabalhos de terceiros que não o próprio autor do texto consultado,é permitida, na medida justificada para a compreeensão da citação e mediante a informação, junto à citação, do nome do autor do texto original, bem como da fonte da pesquisa.

A violação de direitos autorais é passível de sanções civis e penais.
Coleção Digital

Avançada


Estatísticas | Formato DC



Título: DISCRIMINAÇÃO RACIAL NO BRASIL: PREFERÊNCIAS, CONCORRÊNCIA E PROFECIAS
Instituição: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO - PUC-RIO
Autor(es): GUILHERME ISSAMU HIRATA

Colaborador(es):  RODRIGO REIS SOARES - Orientador
Número do Conteúdo: 25510
Catalogação:  26/11/2015 Idioma(s):  PORTUGUÊS - BRASIL

Tipo:  TEXTO Subtipo:  TESE
Natureza:  PUBLICAÇÃO ACADÊMICA
Nota:  Todos os dados constantes dos documentos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os dados utilizados nas descrições dos documentos estão em conformidade com os sistemas da administração da PUC-Rio.
Referência [pt]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=25510@1
Referência [en]:  https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=25510@2
Referência DOI:  https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.25510

Resumo:
Esta tese é composta por três artigos empíricos sobre discriminação racial no Brasil. O primeiro testa duas implicações do modelo de discriminação por preferência (BECKER, 1957), utilizando dados do Censo 2010 e da pesquisa Ações Discriminatórias no Âmbito Escolar (2008). Analisando o diferencial de salários entre brancos e negros no mercado de trabalho brasileiro, os resultados corroboram as previsões do modelo, indicando que i) o que determina o hiato salarial entre uma maioria e uma minoria não é a discriminação média na população, mas o grau de discriminação do empregador marginal, isto é, o empregador que mais discrimina entre os que contratam indivíduos da minoria; e ii) dada a distribuição das preferências por discriminação, quanto maior a proporção da minoria relativamente à maioria, maior tende a ser o hiato salarial. O segundo artigo utiliza a abertura comercial ocorrida no Brasil no início dos anos 1990 para analisar o efeito de um aumento da concorrência sobre a discriminação. De acordo com Becker (1957), um aumento da concorrência no mercado de produto deve diminuir o hiato salarial entre maioria e minoria no mercado de trabalho porque reduz as oportunidades de obtenção de renda econômica pura por parte dos empregadores. Utilizando os dados dos Censos 1991 e 2000, os resultados indicam que houve maior queda do hiato salarial entre brancos e negros nas microrregiões associadas a maiores reduções nas tarifas de importação, isto é, em mercados onde houve maior aumento da concorrência devido à abertura. Além disso, há evidências de que lugares com maior porcentagem de negros, maior propensão à discriminação e com maior porcentagem de trabalhadores empregados em indústrias concentradas tendem a experimentar maiores reduções no hiato, conforme previsto pela teoria. O terceiro artigo investiga a possibilidade de haver antecipação da discriminação por parte dos negros, em um mecanismo denominado profecia autorrealizável . Dada a crença dos empregadores de que a minoria é menos qualificada em média, o fenômeno ocorre quando indivíduos da minoria decidem investir menos em capital humano ao anteciparem que não terão as mesmas oportunidades e/ou salários que indivíduos da maioria no mercado de trabalho. Se este menor investimento realmente ocorrer, a crença dos empregadores é confirmada. Usando dados do Saeb 2011 e Censo 2010, testa-se a hipótese de que, em lugares com maior diferencial de salários, há menor investimento em educação por parte dos negros relativamente aos brancos. De acordo com os resultados, há poucas evidências deste fenômeno no Brasil.

Descrição Arquivo
NA ÍNTEGRA  PDF
Agora você pode usar seu login do SAU no Maxwell!!
Fechar Janela



* Esqueceu a senha:
Senha SAU, clique aqui
Senha Maxwell, clique aqui